Wednesday, August 23, 2006

Ferie Italiana

 Acabei de retornar das minhas férias com a Ines. Nós fizemos duas viagems: uma pra Córsega e uma pra Roma.

Na ida pra Córsega, nós fizemos 2 paradas: Siena e Pisa, que eram no caminho pro porto em Livorno (no norte da Itália, perto de Florença). Siena é uma cidade antiga, dentro de muralhas. Nós só ficamos lá algumas horas, mas como era meu aniversário saímos pra jantar, e acabamos descobrindo uma "Osteria" muito boa, com um dono muito divertido, que brincava constantemente com os clientes e mandou eu e a Ines nos comportarmos que isto era um restaurante de família. No dia seguinte fomos para Pisa, e também só ficamos lá algumas horas, mas foi o suficiente pra ver a Torre de Pisa. Ao contrário do que dizia nosso guia, foi muito legal ver a torre inclinada!

Depois de sairmos de Pisa, fomos para o porto onde pegamos o "cruzeiro" para Córsega. Não foi bem um cruzeiro porque a viagem foi só 4 horas, mas o navio parecia ser um cruzeiro (com restaurante piscina dentro).

A Córsega é uma ilha francesa no Mediterrâneo, a oeste da Itália, e tem uma área 10x maior que São Luís, e tem várias cidades pequenas. A língua oficial é francês, mas os "nativos" parecem falar Corsu, uma mistura de francês e italiano. Não sei se falavam Corsu porque é a língua tradicional, ou porque tem tantos turistas italianos que ajuda falar italiano. Pelo visto a Córsega é uma destinação típica para italianos de férias - a ilha estava cheia de turistas italianos. Foi bom que falassem um pouco italiano, deu pra eu me virar de vez em quando. Mas na maioria das vezes quem teve que falar foi a Ines, que sabe francês.

A ilha tem muitas praias, a costa leste parece ser uma série contínua de praias de areia, mas eu e a Ines estavamos mais interessados na costa oeste, que tem desfiladeiros na beira do mar, montanhas, vales, praias escondidas, e é bem diferente. Estavamos de carro alugado, e o acampanos todas as noites que estivemos lá. Nas duas primeiras noites acampamos num parque de campismo na praia perto de Calvi, a maior cidade no norte da ilha. Apesar de o vento quase levar a nossa barraca, o local era muito bonito, e mergulhamos numas rochas ao lado da citadela de Calvi (citadela = cidade dentro de muralhas em cima de um rochedo na beira do mar).

De Calvi fomos pra Bonifácio, na ponta Sul. A viagem foi bem mais demorada do que esperávamos. A gente tinha programado 4 horas (baseado no Microsoft Autoroute), mas levou umas 10 horas pra chegarmos lá. Tivemos que parar depois de 8 horas para dormir numa praia no caminho, porque não queríamos armar a barraca muito tarde. A estrada estava boa, só que ia beirando os desfiladeiros perto do mar e era cheia de curvas e contra curvas - não podíamos dirigir muito rápido... A vista era linda, mas como eu disse pra Ines, bastavam 4 horas de vista bonita, não precisava de 10.

Acampamos em Bonifácio 2 noites. Bonifácio também é uma citadela, só que os rochedo sai sobre o mar (sem rocha por baixo). É uma área bem bonita, com muitas praias de vários tipos (praias de areia, praia de rochedos, praias com áreas pra mergulho), mas infelizmente não tivemos tempo pra explorar muito. O melhor de tudo foi o passeio de barco pra uma ilha pequena ao Sul. Do barco deu pra ver a cidade equilibrada precariamente sobre o mar, e também tivemos vistas bonitas da enseada com paredões altos onde fica o porto da cidade. Também achamos praias ótimas para o mergulho na ilha, que infelizmente não pude aproveitar porque as melhores estavam cheias de medusas :(

Depois da praia, cidade. Roma estava relativamente vazia, já que os Italianos estavam de férias (provavelmente estavam na Córsega...). Passamos 4 dias em Roma, e fizemos vários passeios que eu já tinha feito antes (Vaticano, Centro Histórico, Fórum Romano, Vila Borguese...). A diferença é que desta vez fiz os passeios de forma mais completa. Por exemplo, descobri que podiamos subir o domo da Basílica de São Pedro (o maior do mundo). Entrei no Fórum Romano pela primeira vez e andei pelas ruínas dos palácios dos imperadores romanos (antes eu só tinha visto de fora). Também visitei 2 museus: o Museu do Vaticano e o Museu Borguese.

O Museu Borguese fica na Vila Borguese, um parque com jardins e fontes ao norte do Centro Histórico. O museu é pequeno, mas tinha uma mostra do Rafael (pintor da Renascença) e várias estátuas esculpidas pelo Bernini, muito legais, que ajudaram a reforçar a minha opnião dele (é o meu artista preferido).

O Museu do Vaticano também foi legal. A fila para entrar tinha mais de 1km, mas chegamos antes do museu abrir e a fila andou depressa (só 1 hora e meia). O museu era enorme, com obras da antiguidade e da Renascença, mas a atração principal era a Capela Sistina, com o teto e a parede atrás do altar pintados por Michelangelo.

A comida em Roma, pra variar, não foi grande coisa. Na maioria foi pizza no almoço e massa no jantar. Só que na última noite jantamos num restaurante na Piazza de Spagna, o que foi muito chique - e até que a comida estava boazinha...

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Monday, July 31, 2006

Dark Matter Search is On... kinda

We have "officially" started the Dark Matter Search phase of the XENON Experiment... kinda. We have placed the detector inside the shield, and we are for the first time looking at low background data - this is great news! However, the low background is not that low, and we still have some work to do before we can actually (officially without the quotation marks) say that we are searching for Dark Matter. We are getting there, though.

Here is a picture of some of the XENON group in front of the detector and shield before we closed it. Posted by Picasa

Wednesday, July 12, 2006

Copa do Mundo

 
No domingo fomos ver a final da copa em L'Aquila. Eles montaram um telão na praça principal (Piazza Duommo), e a cidade estava cheia (deve ter vindo gente da região inteira). Fomos eu, Simon (que é Francês), Ruth, Angel, Kaixuan, Guillaume e Teddy.

O Simon tava com medo que fizessem alguma coisa com o carro dele (que tem placas francesas), entao nos demos carona pra ele. A gente também o convenceu a andar com a bandeira Italiana, só pra garantir.

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Saturday, July 08, 2006

Sulmona

Estou novamente na Itália, por mais 3 meses. Estamos nos reparando para recomeçar o experimento, que parou há um mes para reparos e para instalarmos o "shield". Agora que o detector está dentro do shield, estamos quase prontos para começarmos o experimento pra valer. Normalmente levariam ainda umas semanas, mas a Elena provavelmente vai fazer a gente trabalhar feito loucos para começarmos nesta semana. Pelo menos o Rick (Prof. Gaitskell) vai estar aqui para balançar a loucura um pouco...
Hoje fui a Sulmona, uma cidade medieval uma hora ao sul de L'Aquila. A viagem foi boa, a estrada é muito bonita e passa por uma serra com vistas incríveis, mas como eu estava dirigindo não deu pra ver muito nem tirar fotos. Fomos seis: Simon, Ruth e Kaixuan num carro; eu, Angel e Teddy no outro. Teddy é um undergrad novo no experimento. Ele é da Brown, e está morando no nosso apartamento por enquanto, já que um quarto está geralmente vago. Ele parece um pouco desorientado e avoado, bem simpático, e parece do tipo inteligente mas não esperto (também não é "geeky"). Gostei da companhia dele no carro porque ele também canta bastante, e aí não fica todo mundo a olhar só pra mim.
Sulmona é uma cidadizinha, muito parecida com L'Aquila, com um centro histórico do mesmo tamanho, e também é situada perto de uma serra. A gente andou a tarde toda, vimos as ruas do centro histórico, algumas igrejas, e a praça principal. Nada espetacular, mas uma tarde bem agradável. A cidade é supostamente famosa pelas "flores" feitas de bombons de amêndoas cobertas de açucar. Os arranjos "florais" são bem legais.
Depois do passeio voltamos pra Paganica e jantamos no "La Fontanela". A gente geralmente só come em dois restaurantes em Paganica: "Il Focolare di Bacchus" (pizzaria) e "La Fontanela" (carne assada). Amanhã devemos descansar durante o dia, em "preparação" a final da Copa (Itália e França). Vamos assistir ao jogo em L'Aquila. Estamos tentando convencer o Simon a comprar uma bandeira italiana pra botar no carro - ele é francês e estamos com medo que botem fogo ou façam alguma outra coisa ao carro...

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Tuesday, June 13, 2006

"Meanwhile"...

Enquanto isso, no Brasil...
Minha mãe comprou uma fazenda! Pelo visto já está até criando vacas e pavões. Eu perguntei pra ela pra que eram os pavões, e ela disse que eram pra enfeite! Posted by Picasa

Fim de Semana alla Italiana

Último fim-de-semana na Itália... Nesta viagem, volto pra cá daqui a umas 3 semanas.
Fizemos bastante este fim-de-semana (eu e o pessoal do XENON). Acho que aproveitamos que o experimento finalmente parou (para reparos e upgrades), e finalmente a correria que tem sido estes ultimos 3 meses teve pausa pra todo mundo. E também ajuda o fato que nenhum dos chefes estivesse aqui :) (Elena estava em uma conferência em Geneva; Rick, meu orientador, estava nos Estados Unidos). Assim, tivemos um fim-de-semana a italiana (que é bem a brasileira também, só faltando o churrasco): futebol na sexta, praia no sábado de dia, bar no sábado a noite, serra no domingo, terminando com um jantar lá em casa.
Apesar da Copa já ter começado, o único jogo de futebol que nos interessou foi o nosso: alugamos um campo de futebol por uma hora só pro pessoal do XENON. Éramos 9, mais o irmão do Alfredo (post-doc da Columbia, a família dele é daqui de Paganica mesmo). Rapidamente descobrimos como física acaba com o nosso físico... 20 minutos e estava todo mundo morrendo. Apesar de tudo, ainda fiz um gol - o melhor do jogo, modéstia a parte. Depois foi todo mundo pra pizzaria celebrar o fato que sobrevivemos ao nosso primeiro jogo de futebol Italiano.
No sábado fomos a praia, que estava um frio terrível. Apesar do Sol, acho que vento se esqueceu que era pra ser verão. Ainda deu pra pegar um pouquinho de Sol, e acho que já não estou mais pálido, só branco. Depois todo mundo foi pra casa, mas eu, Peter, Ruth e Alison saímos pra jantar e a andar por L'Aquila à noite. Fomos a alguns bares (Alison estava aproveitando, porque ela ainda não tem 21 anos e nos EUA não dá pra sair), e vimos alguns fogos de artifícios - devia ser algum feriado, mas não conseguimos descobrir.
No domingo, eu, Ruth, Alison e Kaixuan, ou seja, os mais corajosos (ou mais burrinhos), decidimos que apesar da chuva ainda dava pra subir ("hiking") a serra de Gran Sasso. Subimos pelo caminho que vai por depaixo do bondinho (que está desativado no verão); o caminho é o mais curto para o topo, mas também o mais ingrime. No começo o tempo estava se alternando entre sol e chiviscos, mas depois de uma hora entramos numa nuvem e a chuva começou pra valer. Estavamos encharcados, congelando, e cansados (o caminho era muito ingrime), e depois de mais 15 minutos, chegamos a segunda torre da linha do bondinho e decidimos voltar. Para celebrar o fato que sobrevivemos, convidei todo mundo pra jantar, e fiz um "Sweet Curry Pork with Apricots", e acabamos o fim-de-semana com conversa até tarde...

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Monday, June 05, 2006

Castelos

Ontem eu fui "Castle Hopping" - passear de castelo a castelo. Eu fui com a Ruth e a Alison, duas "undergraduates" (universitárias) novas. Elas estão aqui em Gran Sasso fazendo "estágio" com o experimento XENON, e devem ficar uns 2 meses.
Nós pegamos o meu carro logo depois do almoço e fomos procurar pelo Castel del Monte. Eu já tinha visto placas dizendo a direção do Castelo semana passada, quando passiei de carro pela serra com o Peter, mas ainda não tinha chegado ao Castelo. Pegamos o mesmo caminho que fiz na semana passada, e a Ruth e Alison adoraram o passeio - os campos, os morros, as montanhas. E pra nossa surpresa, as montanhas mais proximas estavam todas cobertas de neve! Esfriou aqui em Paganica nos últimos dois dias, mas pelo visto esfriou muito mais na serra, e o bastante pra cobrir as montanhas completamente de neve. Mais longe daqui (e mais perto do Castelo), a neve acabou, e chegamos a uma região com muitas florestas. Finalmente chegamos ao Castel del Monte, num morro na subida de uma montanha. Na verdade, era um castelo antigo que foi convertido em várias casas (estilo apartamentos) e igrejas - já não parecia mais um castelo.
De lá fomos pra Rocca Calascio, que era um castelo medieval mais "típico". Ficava no topo de uma montanha, com torres e ponte levadiça. Foi o mais bonito (e com a vista mais bonita) do dia.
Depois fomos ao Castelvecchio, que era mais uma cidade fortificada, com um centro histórico de ruas muito estreitas e casas uma por cima da outra. Também foi bem legal, apesar de não ser um castelo mesmo.
Finalmente fomos a Prata d'Ansidonia. No caminho vimos umas ruínas romanas, mas eram só uns restos de paredes, nada muito interessante. Subindo um morro, chegamos ao castelo, que parecia fechado para turismo, apesar de ter sido reformado recentemente (5 anos) para ser usado como um teatro. Mas agora estava abandonado e decaído, não demoramos nada por lá.
Com isso encerramos o dia e voltamos pra Paganica, terminando o dia com Pizza e cerveja.

Edit: Added some pictures from Alison's camera (2006-06-13)
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Tuesday, May 30, 2006

Praia e Serra

Este fim-de-semana fiz bastante.
No Sábado, fui a praia com Simon (Post-doc francês) e a Ruth (undergrad nova, da Yale). Nós fomos uma praia no mar Adriático, na costa leste da Itália. De acordo com a Maria Elena (Post-doc Italiana), era pra ser ha uns 40 minutos de distância. Mas com o trânsito no litoral, demorou mais uns 40 minutos pra irmos da estrada pra praia mesmo. A primeira parada foi em Roseto, que foi uma decepção: a praia era de pedras (seixos), não muito confortável. O Simon e a Ruth, que pelo visto não entendem muito de praia, queriam ficar, mas eu insisti que a gente andasse a procura de uma pra de verdade (isto é, com areia). Finalmente achamos a praia de Pineto, mais ao sul, que era praia de verdade. Tinha areia, bares com mesinha, só faltou ondas. Não se pode ter tudo (pelo menos não aqui na Itália...).
No domingo saí com o Peter a passear de carro pela serra. Finalmente exploramos a região, indo de uma ponta a outra. Primeiro fomos para o oeste, onde achamos um lago bonito na montanha (o Lago Campotosto), com vista espetacular. A água estava congelando. Como ainda há bastante neve nas montanha, e a água do lago deve ser do degelo da primavera, o frio era esperado. De lá fomos para o leste, onde demos a volta no pico principal (o Corno Grande), e subimos para o Campo Imperatore, uma estação de esqui, que fica ao pé da montanha. Infelizmente estava começando a ficar nublado, e mais uma vez não consegui ver o Corno Grande de frente (ainda não consegui vê-lo desde que cheguei aqui!).
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Sunday, May 07, 2006

Subindo a Serra

 
Rick (meu orientador / professor) acabou de voltar pra Itália na sexta-feira a noite. Pro meu espanto, ele resolveu ir com a gente (eu mais dois estudantes de doutorado, Angel e Eric) pra subir uma das montanhas de Gran Sasso. Primeiro paramos pra almoçar Pizza no caminho, onde entramos na "conversa" com os locais (nosso Italiano ainda é bem rudimentar) e acabamos sendo convidados pra jantar na casa de um deles esta semana, pra ele "praticar o inglês".

Esta é a segunda vez que eu e Angel tentamos subir a serra. Desta vez não fomos a montanha principal, mas a uma outra montanha mais baixa, menos rochosa, que o Rick tinha visto quando ele veio pela primeira vez com a esposa e achoo o cenário bonito.

Edit (2006-05-28): O nome da montanha que subimos é Monte Cristo.

A subida durou umas duas horas, e foi um pouco difícil no topo por causa do vento e do frio. Estava com as mãos congelando, mas a culpa foi minha, porque eu ficava com elas expostas de tando tirar fotos.

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Monday, April 24, 2006

Fim de Semana

Finalmente um fim-de-semana relaxado - um fim-de-semana de verdade! Tive que trabalhar um pouco, e tive um "plantão" no domingo a noite até segunda de manhã, e por isso resolvi não viajar, ficar em Paganica (onde estou morando) mesmo e descansar, que dias como estes são raros.

No Sábado passei a manhã em casa lendo, e boa parte da tarde almoçando. Não que eu tenha comido muito, mas foi um almoço demorado e long. Eu estava indo comprar uma pizza para um almoço rápido, quando encontrei um pessoal do experimento XENON e saímos pra almoçar juntos. Fomos a este restaurante no campo, um pouco fora da cidade, que o Alfredo (que é de Paganica) recomendou. O lugar é bonito, entre dois riozinhos, com muita árvores, bem rústico. Como o Alfredo conhecia os donos, trataram a gente super-bem. Nem menu trouxeram: o dono veio e disse que ele ia escolher e preparar o nosso almoço. A entrada foi um prato de presunto defumado, queijo, torrada com patê. O "primo" (o primeiro prato - massa) foi gnocchi e fettucine, e o "secondo" (o prato principal, a carne) foi lingüiça, carneiro e porco na brasa. A comida foi cara, mas valeu apena. Já vi que vou ter que desistir de gastar pouco se eu quiser comer bem aqui na Itália. Quando cheguei em casa já eram umas 4:30. De lá eu fui pra praça com meu laptop pra comer sorvete e começar a escrever isto. É muito legal, eu na Itália, sentado numa "gelateria", comendo sorvete, escrevendo no meu laptop e admirando a paisagem de montanhas cobertas de neve. Vida boa...

No Domingo resolvi subir uma das montanhas. Chamei o Angel e fomos pra Funivia, de onde começam as trilhas de motanhismo. Gran Sasso é uma serra, e sua strutura principal é um planalto com algumas motanhas em cima, e o pico mais alto destas montanhas é o Corno Grande, com quase 3km de altura. A área de motanhismo fica logo atrás do lab. Nós subimos boa parte do planalto (1km na vertical), mas não chegamos ao topo, porque o caminho estava bloqueado com neve. Talvez desse pra contornar os campos com neve, mas isso devia demorar e a gente não tinha comida, água ou tempo suficiente. Nós tínhamos começado tarde, e eu tinha que trabalhar de noite, e decidimos tentar outra vez quando a neve já tivesse deterretido.

Ah, e quase que ia me esquecendo: no caminho de volta, Angel pisou numa cobra! Eu vinha atrás dele, e de repente vejo algo se movendo e fazendo barulho de onde ele tinha acabado de pisar. Era uma cobra, me encarando e fazendo aquele barulho que as cobras fazem (silvo?). Eu chego mais perto pra tirar foto mas ela resolve fugir antes que eu pegue ela com um galho de árvore. Foi legal.

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Monday, April 17, 2006

Ines, a doida

 Esta é a Ines, a doida portuguesa. A gente estava conversando na internet, e ela me diz já tem algumas fotos da viagem pra Veneza (que ela fez logo depois da viagem a Florença). Eu peço pra ela me mostrar algumas, e ela diz que tem uma foto que ela tirou só pra mim, e me manda uma foto. Quando eu abro o arquivo, está esta foto! Posted by Picasa

Roma, Parte Due

Finalmente tivemos um Fim-de-Semana de verdade, sem trabalho nenhum. O experimento teve um problema na Quinta-Feira, e depois dos PostDocs implorarem bastante, a Elena "permitiu" que a gente tivesse o Sábado e Domingo de "folga" (Segunda-Feira é feriado aqui na Itália, mas logicamente isso não conta para o experimento XENON).
Eu, Angel, e Simon (o Francês, PostDoc novo da Brown) fomos a Roma. A nossa primeira parada foi a Capela Sistina, mas não pudemos entrar porque havia uma fila de 1km para a entrada - e eu não estou exagerando! A fila começa na porta para o Museu do Vaticano, que fica numa ponta do Vaticano, dá a volta nas muralhas do Vaticano, e vai até a entrada lateral da Piazza di San Pietro, que fica na outra ponta do Vaticano. Era enorme! Quando alcançamos o fim da fila, vimos que já estávamos praticamente na Piazza di San Pietro, e então fomos pra lá. Havia também uma fila enorme para entrar na Basílica (dava uma volta completa na Piazza, dobrava e dava mais 1/4 de volta). Felizmente eu e o Angel já tinhamos visto a Basílica da outra vez, então não perdemos nada.
De lá fomos para o Castello Sant'Angelo, e sumbimos para o topo da torre principal, onde haviam vistas lindíssimas da cidade.
Subimos para a Piazza del Popolo, que era muito bonita, especialmente uma das fontes que foi feita em vários andares e subia um morro. Vimos lá a Chiesa di Santa Maria del Popolo, que tinha pinturas do Caravaggio e esculturas (e pirâmides!) do Bernini. Gostei bastante das esculturas de anjos sentados en arcos no teto da igreja, ficou um efeito legal.
Depois fomos a Vila Borghese, um parque com muitos jardins, fontes, esculturas, e museus. Como o dia estava muito bonito, com céu azul e muito quente, foi um passeio bom. Infelizmente, foi um passeio muito longo, e quando chegamos no Museu Borghese (no outro fim do parque), eles já não tinham mais ingressos. Também ficou muito tarde para irmos ao Fórum Romano (o Centro Antigo da cidade, cheio de ruínas romanas), que eu só tinha visto por fora da última vez e queria muito entrar desta vez. Fica pra próxima.
Ficamos a passear pelo Cento Histórico, passamos pela fonte de Trevi, onde esperamos as luzes se acenderem no fim da tarde, passamos pela Piazza di Spagna (onde as pessoas vão para "verem e serem vistas"), que estava lotada de gente, e finalmente no Colesseo, já no escuro (a iluminação era bonita).
Desta vez a comida foi um pouco melhor do que a última viagem a Roma. Em vez de irmos a restaurantes aleatoriamente, sentamos e procuramos no guia um lugar que parecesse bom pra comer. O almoço foi no Difronte, onde eu comi um raviolli que estava mais ou menos e muito pequeno (apesar do guia ter dito que as porções eram grandes). De noite jantamos no "La Base" (não lembro bem o nome, estava no guia do Simon), um "Diner" estilo americano, mas com pizzas e massa bem Romanas. As pizzas estavam muito boas, e bem baratas também (uma raridade em Roma). Ah, e quase que ia me esquecendo: comi bastante sorvete também, que aliás estava muito bom (mas não tanto quanto o de Florença) - até agora, a melhor comida da Itália.

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Monday, April 10, 2006

Florença, com Ines

Semana passada prepararam a rotação de "plantões" no lab, e vi que eu não ia ter um fim-de-semana - tinha plantão de Sexta a noite ao Sabado de manhã, e no Domingo o dia inteiro. Então quando percebi que pelo menos ia ter a Sexta de dia de folga, fugi na quinta a noite e fui me encontrar com a Ines em Florença, que tinha ido pra lá passear depois de terminar um "Congresso" de Teoria de Cordas em Trieste (no norte da Itália).

Não foi uma coisa muito bem planejada, foram 3 horas dirigindo (no carro que compartilho com o grupo da Brown) de Gran Sasso pra Florença, mais 1 hora pra achar o hotel - a cidade é super complicada, e cheia de ruas de mão única, sempre na direção conrária! Pelo menos deu pra ver algumas ruínas romanas enquanto estava perdido. Finalmente cheguei lá, e logo de entrada já fui vendo como a cidade é bonita, com as pontes antigas, muitos casarões, muitas praças, de arquitetura muito bonita. Não tem a abundancia de estátuas e arte em geral que Roma tem, mas ainda sim é belíssima. No dia sequinte andamos bastante pela cidade. Primeiro fomos a biblioteca dos Medici, onde acabei pisando numa obra do Michelangelo (era uma escada). Vimos o Duomo, a Catedral principal da cidade, com uma cúpula gigantesca, e com a façada de mármore muito colorida e cheia de estátuas. Depois fomos a Piazza della Signoria, o centro histórico/político da cidade, onde ficam o palácio do governo e vários prédios da burocracia local, inclusive um prédio de escritórios dos Medici, a família que controlava a cidade durante a Renascença e que patrocinou o Michelangelo. Na Piazza fomos ao museu do Ufizi (o antigo escritório dos Medici), que tem a maior concentração de arte da Itália. Quando ele foi construído, os Medici reservaram o segundo andar exclusivamente para colocar obras de arte, para servir de inspiração ao trabalho. No museu havia vimos quadros de da Vinci, Michelangelo, Rafael, e outros. Na Piazza vimos várias estátuas famosas, entre elas o David de Michelangelo. Quer dizer, vimos as cópias, porque as originais foram levadas para dentro de museus, para protegê-las do tempo e de pessoas. Aliás, o mesmo aconteceu com várias das estátuas na cidade, como as do Duomo.

A comida, tanto o almoço quanto jantar, não foi nada boa, mas pelo menos comemos um sorvete que estava uma delícia (melhor coisa que já comi aqui na Itália, ams infelizmente não lembro o nome), e que comemos na Piazza della Signoria enquanto admirávamos as esculturas. Passamos o resto do dia a ver a cidade, igrejas, e o Palazzo Vecchio (mas só o lobby, a entrada era muito cara). Eu tinha uma conferência por telefone para participar as 6 da tarde, e devia ter voltado para Gran Sasso, mas o Peter (estudante da Brown, a gente divide o apartamento em Paganica) me deu a idéia de ligar via Skype. Então eu achei um Internet Café, liguei meu laptop e Webcam, e participei da conferência de Florença. Ninguém soube! Acabamos o dia indo ver o pôr-do-sol na Piazzale Michelangelo, que tinha uma vista espetacular da cidade, e principalmente do Duomo, muito maior que os outro prédios da cidade. Depois fui deixar a Ines na estação de trem, porque ela ia para Veneza passar dois dias e pegar o avião de volta para os EUA. Eu voltei para Gran Sasso, depois de mais uma hora perdido em Florença.

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Sunday, April 02, 2006

Roma

The experiment had some problems on Wednesday, and we had to stop it to fix it. Normally that would be good news, because it would take a couple of days to fix it and we wouldn't be able to start until Friday or Saturday, guaranteing the free weekend. Normally, but not in the XENON experiment. In this experiment, it meant we would start on Saturday, and continue working through the weekend. After all, why wouldn't we want to work on the weekend? This was Elena's (the PI from Columbia, and spokeswoman of the Experiment) thinking, and ultimately her decision, taken arbitrarily and without consultation, to everyone else's dismay. Naturally everyone was upset, specially the the grad students that did not work directly for her (like me), as we are not yet used to the complete lack of reasonableness. Fortunately for us, unfortunately for them, her Post-Docs came to a solution: all Post-Docs would work through the weekend, while the grad students would be allowed not to work this weekend (mind you, we had already worked through last weekend). Thus we were freed at last, and hasted into getting the hell out of town before anyone changed their minds. And we made our way into Rome.

I joined with 3 other grad students, Luis (from Coimbra, Portugal), Angel (Mexican, from Yale) and Roman (Texan, from Rice U.) and by bus we reached Rome at 10:30. We headed straight to the Vatican, where we were amazed by the beauty of the huge St. Peter's square and disappointed by the even larger line to enter St. Peter's Basilica. Regardless, we braved it and entered the basilica. It is an enourmous building, and the domes, although famously large, is just a detail in the gigantic structure. Everything is covered in details, paintings, statues. I am no fan of sculpture as an art form, but I was impressed by the amount of work put into the decorations and statues. I was specially impressed with the fluidity of marble "fabric", like the Bernini sculpture of women holding a red marble "mantle" that flowed from a underneath the statue of a pope and covered a flying skeleton (death), all built above and around a door close to the main tomb. Perhaps I would have been more impressed by Michelangelo's Pietà, housed close to the entrance, but it was a small statue and kept far from the public by a plastic wall, which made proper appreciation difficult. Also house in the Basilica were St. Peter's tomb and the body of a pope inside a transparent casket. I couldn't tell who the pope was because the place was devoid of labels and signs for tourists.

From the Basilica we tried to go to the Sistine Chapel, but it was closed (it has a strange and complicated schedule). We decided to leave it for the next time, like we did with going into the Castle of Sant'Angelo, next door to the Vatican. From the Vatican we headed into the Historic Downtown, and just walked around as much as we could. We visited the Piazza Navona, with its 3 fountains, the central one done by Bernini. We ate at a restaurant close to the Pantheon, Opera Cafe, where we ate the "tourist menu", a selection of appetizer, main dish and side dish, plus water and coffe. The food wasn't cheap (12 euros), didn't taste particularly good and came in small portions, so I wouldn't recommend. We visited the Pantheon, the collosal ancient temple of the ancient Gods, where Raphael is buried (on his tomb, the inscription: "Here lies Raphael, by whom the mother of all things [Nature] feared to be overcome whilst he was living, and whilst he was dying, herself to die"). We headed to the Fountain of Trevi, which beautifully blends an ancient temple look with natural-looking "rock formations". Then we headed to the Roman Forum and Coliseum, and we just ended the day walking around the ruins and parks of the Roman Forum and Circus Maximus, until sunset. Afterwards, we went to the Spanish Steps, which was full of young people who seemed to go there to see and be seen. There we rested a little, enjoying the view, and finally we left to the bus station.

Although I list here only a few places and sights, we saw a myriad of beautiful building, statues, fountains, bridges, sculptures and structures everywhere, but it's just so much to detail every single single of even to capture them all in pictures. At some point, you just realize there is too much to take pictures of everything and you decide you are wasting time snapping pictures instead of just enjoying the view. I know this doesn't help, but you really have to see it in person. There is more than just the individual objects that are catalogued in pictures - there are the streets, the views, the angles, the backgrounds, all the different compositions and effects that really require one to just walk around to take the city in. I don't think I have enough experience with cities like this, haven't visited [let's say] Paris, and having only New York, Lisbon and Porto as points of reference; but what strikes me most about it is the sheer volume of history and art all around the city. There is plenty of history and art in Lisbon and Porto (New York pales in comparason, so let's drop it), but not so explicitely and abundantly as I found in Rome. We walked fast through the city and its sights for an entire day, knowing full well that we would only get an "outline" of the city, that we would need several future trips to see it all, but I think we only managed to skim a fraction of its surface. We look at the maps and books and there is still so much more to see and experience...

I think what best prepared me for the experience was the novel "Angels and Demons", by Dan Brown. I especially liked recognizing all the places from the book. The book center on a Harvard professor running around Rome and its touristic attractions trying to stop a plot to destroy the Vatican, and it includes many of the places that I saw: the Pantheon, the Piazza Navona, the Castello Sant'Angelo, and many others. In spite of terrible physics elements it contains (I cringed at its use of anti-matter), it is still a thrilling and fun book, very similar to his other work, "The Da Vinci Code", and I highly recommend the book, specially if you are coming to Rome :)

Now, a note about the pictures. Naturally, I wanted pictures of me in front of the sights, and I asked Roman, and sometimes Luis, to take pictures of me in front of stuff. This was a mistake, because Roman screwed up almost every picture in some way or another. I would have been better off asking strangers to take the pictures. First, it seemed that his focus was on the person and not on the sight, which is pretty stupid because you can take pictures of people anywhere, even at home - the location, the scenery is what matters in trip pictures. You don't have to capture the whole person, from toes to head, a waist or breast to head shot would suffice. With few exceptions, nobody is interested in seeing feet and floors. In most cases, you can safely put the horizon line close to the bottom edge of the picture. Also, the person doesn't need to be at the center of the picture. In fact, it's probably best to put the person to the side (1/3 point), taking as litle space as possible, to try to get as much of the scene as you can. NEVER sacrifice the scene to get the person in! There were a couple of picture that were useless because they failed to actually show the interesting features of the sight, focusing solely at the person. For instance, there is one picture of me (not included in the Album) in front of a highly worked fountain with statues. But because of the way it's framed, you can't actually see it! I mean, you can see I am in front of something made of marble that probably has statues and probably has intricate work, but the person (me) covers the intricate work in the middle of the fountain and the statues, that are on either side, are cut out, so that you can only see part of a leg of one and the head and one arm of the other, completely missing the composition. And there are plenty of other pictures that cut out the bodies of obelisks, nice windows in the buildings, or that simply do not capture the scenery in a meaningful way, like te picture of me in front of the Pantheon, where you can see columns but not the temple (the picture I took of him was much better). Another thing that annoyed me is that the pictures weren't difficult to take - whenever I took the same picture (like of him in front of the Pantheon, not in Album), the angle and framing were much better! Finally, he was insistent on taking vertical pictures even when I asked him to take horizontal pictures, because these come out much better on the computer screen. Anyway, sorry for the rant, but I just went through the pictures and was very disappointed to see so many potentially good pictures of me in Rome wasted because of bad framing.

In spite of the complaints, there are tons of great pictures, and if you feel like seeing them, you can click here for the small album (31 photos) or here for the large one (77 photos). The picture above will take you to the small album.
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L'Aquila e Il Castello

The closest city to the village of Paganica, where I am living, is L'Aquila ("The Eagle"), with ~130,000 inhabitants. According to the guidebook Lonely Planet Italy, it's a grey, cold city, and it doesn't seem very recommendable. However, I have just found out that it can be very lively and warm, at least on Saturday nights, when the young people completely fill the streets of the historic downtown and there are huge crowds walking the streets and congregating in front of bars and nightclubs. I had just come back from Rome at 11pm (I will talk about that trip on a future post), and went to meet Peter (my colleague/roommate) and his girlfriend in L'Aquila downtown. There was some people on the streets, but not many, and Peter told me that they had come the day before (Friday night) and the place was pretty dead. We were all surprised when around midnight the place became so full it was hard to walk the streets.

Another nice surprise was the Castle. Built in 1532 atop a hill, on the edge of the historic downtown, the castle is a solid and imposing stone structure. It is very large, blocky, and surrounded by a huge moat that helped enhance it's solid block look. It seemed to have a single entrance, a tall stone bridge over the moat. It's the first time a have seen a castle like that, a fortress with an actual moat and bridge.

See pictures in the Italia Photo Album, by clicking either here or in the picture above.Posted by Picasa

Tuesday, March 28, 2006

Pasta, Caffè e Vino

The food so far has not been impressive. We eat lunch at the Lab cafeteria, which is pretty expensive (U$8 a day), and at night we usually have pasta at home. It's really difficult not having pasta at every meal here, especially since I haven't had the chance to go to a supermarket to shop. I am going to have to watch what I eat really hard.

Last Wednesday (second day in Italy), I had my first coffee! It was not as bad as expected, and I will certainly be trying it more often. The thing is, I don't drink coffee. I haven't even tasted it in years, because just the smell tells me I am not going to like it. But I had a cappucino at the Lab Cafe and it tasted all right. The second coffe I had, a machiado (coffee and milk) wasn't so good, though.

On Thursday we had dinner at Alfredo's parents house (he is an Italian post-doc). The meal was amazing. It was a six course meal - SIX COURSE! It had appetizers, cold cuts, soup, pasta, main dish (rabbit!), and dessert. Also plenty of wine, which I tried (I usually hate wine). I think my experience with this wine was opposite that of most people - I liked the first glass, but with each subsequent glass I liked it less and less, and by the 5th I thought it just tasted terrible. It was a really fun night, everybody from XENON here in Italy was there.

This weekend I had to work, and couldn't go to Rome. The first week here in Italy is over, and I still haven't seen Rome :(

The worse is that I didn't really have to work during the weekend, but Elena (Columbia's PI and the XENON Project leader) insisted that we get the work done in the weekend, even though everybody else was of the opnion that it could wait. Because of the way she has been pushing things, everybody is pretty stressed and unhappy, and looking forward to when she leaves today. We actually toasted to her departure on a dinner last weekend.

I am a bit mad at the fact that I didn't see Rome this weekend, and at the fact that a few people still took off and had their weekend, but I am more mad at myself for not simply hopping on a bus and going to see L'Aquila (the larger city of the region), even if for only a couple of hours before having to go in on Sunday. Today I went there with Peter to run some errands, and it looks nice enough, with old churches and squares. I have to keep reminding myself that I am here for 3 months, and I still have plenty of time to see the sights. Hopefully.

Although I have been stuck in the Lab and at Paganica (the village where I live), I can't complain too much. I am still living in a charming Italian village, with an amazing scenery. We are situated in a mountain range, and Paganica is close to the bottom of the valley, so we are surrounded by spetacular vistas. Even at the lab the view is great (click on the picture above to see more photos).

Another thing that has made the work more bearable is Roman, a Texan Grad student. He is incredibly funny and cracks dirty jokes non-stop while we are working. He is older than all other grads and postdocs, but has put us all to shame with his energy. He has even made Elena blush, and she usually swears like a trucker!
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Wednesday, March 22, 2006

Italia!

 I'm in Italy!

I arrived yesterday at Rome and went directly to the lab, without time to see the city. Just as well, since it was raining. The Gran Sasso lab is in a small village next to L'Aquila, the larger city of the region. From the airport to L'Aquila it is about one and a half hours. After we leave the Rome area, we drive through some very pretty scenery, with mountains, valleys, little villages perched on steep mountain walls or peaks, and the odd little castle here and there. The lab itself has a great background: the snow coverd peaks of the Grand Sasso mountain range, which is breathtaking at clear weather (it finally cleared at end of the day).

I am sharing an apartment with Peter (the oher grad student from Brown) and Rick (the boss) at the nearby village of Paganica ("town of Pagans", apparently). The apartment is spacious enough, although my room is pretty cramped, and it can't be much more than 2x3m. At least the view from my window is awesome! (See picture above)

I will write more about first impressions and details later, right now I don't have a decent Internet connection, neither at the apartment nor at the office. I haven't been assigned an IP address yet, and I am on a borrowed connection. Posted by Picasa