Monday, March 16, 2015

The Quantum Thief - Terrible physics, great sci-fi

The Quantum Thief (Jean le Flambeur, #1)The Quantum Thief by Hannu Rajaniemi
My rating: 4 of 5 stars

Terrible physics, great sci-fi.

Initially, my inclination was to hate the book. My main problem is the self-importance that seems to exude from the book and the protagonist: the protagonist is “the one”, the cleverest, most intelligent, most charming, most handsome, bravest, etc…, rogue in the universe. It’s annoying because it’s a mix of the usual tropes of the Gentleman Thief and the Lovable Rogue, a bit like Robin Hood. The best parallel is almost every thief in RPG games and books, but this time in a pseudo-sci-fi setting. I call it pseudo sic-fi because it feels more like a fantasy setting, with warriors and wizards, using some physics-sounding names so that it’s not obvious that all this stuff is pure magic. This gets pretty annoying, because a lot of the stuff sounds like it should made sense, but it really doesn’t. For example, the author throws around the word “quantum” without any care for what it means, like when he mentions that there is a "quantum link” between two characters; it seems that you can safely replace “psychic” for “quantum” anywhere in book! And the use of the latest jargon does very little to mask what are obvious crappy sci-fi staples, like “nano-missiles” (“photon-thorpedoes”?), WIMP beacons, neutrino scanners, etc...

If you stop thinking of this less as sic-fi and more as fantasy, it gets less annoying; magic is magic, it doesn’t have to make sense. Once you get through that, you can see how great the book is. The story itself is not necessarily great - I am not sure I cared much for the plot, and certainly didn’t care for the main protagonist, the Thief (although I liked a lot the secondary protagonist, the Detective). However, the book presents an incredibly rich world, with new concepts that deconstruct and break all traditional sense of society and self.

Although terrible on physics, the book excels when it comes to things taking place in the realm of the mind: communication, augmentation, consciousness, resurrection, and tons of other features that go completely unexplained. There is a meshing of the physical and virtual world, like the Magic Leap augmented reality concept, but it seems to include not only vision and the other physical senses, but also memory and consciousness. It seems that it’s on all the time, and people can use virtual screens to hide or to keep private - and other people are obliged to comply with these virtual screens. People brains have been digitized, and their bodies (and brains) seem to be artificial. It all makes very little sense, but that’s ok; here the author is pushing the envelope, developing new ideas, and I think we can forgive him if he doesn’t know how something would work; the point is not the how, but what happens next, how things could be. Here he is creating something new and just beyond our understanding, offering us glimpses not only of the future, but of a fantastic new reality where things work very different from ours (like cavemen would see the our world). It is a truly revolutionary and evolutionary look into humanity’s possible future, and the highest caliber sci-fi.

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Thief of Time

Thief of Time (Discworld, #26; Death, #5)Thief of Time by Terry Pratchett
My rating: 4 of 5 stars

Thief of Time tells the story of the construction of the world's most accurate clock, and how that will bring about the end of the world! Like the previous Discworld books, this is a fantasy novel in a medieval-like and magical setting, but this time it mixes in some science fiction to the story. It liberally uses concepts from relativity and quantum physics, and although it's only very superficial (and "stretched" to fit the Discworld style), it still makes good sci-fi. In fact, and very surprisingly, it's one of the best "sci-fi" books I have read recently!

Also, it's a very entertaining book. On my last review of a Discworld novel (I am going through the whole series), I complained about Terry Pratchett losing his initial spark, getting a little repetitive, and how that was understandable, after more than 20 books... Well, turns out he still has that spark, and can still write brilliant stories in the Discworld!


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Good reads

I haven't posted here forever, so now I am resurrect this blog with a new purpose.  Previously, I used it to document my travels, but that ended up being too much work.  To keep it alive until I start having new comment, I will post my book reviews from Goodreads.  Not great stuff, but it's the only non-physics stuff I have been writing lately, so here it goes.

Saturday, November 02, 2013

Fiat LUX

Publicamos nossos primeiros resultados! A minha experiência, LUX Dark Matter Search, anunciou esta semana os resultados do "run" inicial de ~90 dias. Este é um "run" curto, com o objectivo de demonstrar que o detector funciona bem, e não viu nenhum sinal de matéria escura. No entanto, acabou batendo a sensitividade de todos os outros experimentos, demonstrando que os possíveis sinais positivos nos outros experimentos são falsos, e é agora o melhor detector de matéria escura do mundo! Agora podemos começar a experiência pra valer, que vai durar mais 300 dias de aquisição de dados, talvez com uma descoberta no fim ;)
Aqui estão alguns artigos, explicando tudo em português:

Wednesday, September 04, 2013

SUSY2013, Trieste e Veneza

Semana passada fui dar uma palestra na conferência sobre Supersimetria SUSY 2013, em Trieste, na Itália.  Foi uma palestra simple, um "status update" sobre a experiência LUX, nenhum resultado novo pra mostrar.  E também parecia que o pessoal fazendo SUSY (quer dizer, os teóricos) estão um pouco perdidos, sem nenhuma idéia nova, a espera do futuro "run" do LHC para terem novos resultados.  Acho que a figura do Dimopoulos explica bem a posição dos teóricos:



Ainda sim foi legal, deu pra discutir bastante sobre as consequências dos últimos resultados do LHC para matéria escura, e a conferência estava cheia de brasileiros, o que fez tudo mais divertido :)

Depois ainda deu pra passa 24 horas em Veneza na volta.  A cidade é espetacular, lindíssima.  Só é pena que estava sozinho.  Definitivamente, vou ter que voltar ;)

Fotos de Trieste Fotos de Veneza

Sunday, June 02, 2013

Chegada em Portugal

 Esta semana cheguei em Portugal depois de quase 4 meses nos Estados Unidos, e milagrosamente não perderam nenhuma das minhas malas!  Mas isso era só uma breve calma antes da tempestade - eu mal sabia o que me esperava em casa...

Quando chego em casa na terça, descubro que cortaram a eletricidade.  Não parece tão mal, exceto... A geladeira!  Eu tinha deixado umas carnes e legumes congelados, mas agora era só uma massa cinzenta uniforme, gotejante, e um cheiro de putrefação horrível.  Descubro também que cortaram meu celular, e portanto não tenho internet nem outro meio de comunicação, então vou andando pra EDP.  O problema afinal é que apesar de eu ter debito direto da conta, logo no primeiro mês a conta ficou acima do limite e o dinheiro não foi debitado, e apesar de eu receber todas as minhas contas por email, os avisos de atraso só vem por carta.  Eles vão reativar a conta, mas só podem ir ligar a luz na quinta-feira!  Até lá, velas, geladeira trancada pro cheiro não escapar, sem internet, e banho gelado - e ainda por cima a fazer frio!

Logo depois fui a vodafone pra reativar o celular, mas ele só volta a receber sinal na manhã seguinte.  Resultado: ele fica sem bateria, porque passou a noite toda tentando reconectar.  Eu decido ir a universidade carregar o celular e laptop, mas começa a maior chuva.  Não tem problema, basta ir de carro... exceto que a bateria estava descarregada e o carro não pega!  Eu passo o dia em casa, desfazendo as malas e arrumando a casa.

Na quinta de manha, finalmente ligam a eletricidade, e eu faço uma limpeza geral na geladeira.  O seguro cobre mandar um mecânico pra dar a partida no carro.  Parece que está tudo se resolvendo, mas aí eu descubro que o roteador morreu, e eu fico sem internet em casa.  Também descubro cortaram minha conta do Via Verde (o pedágio automático de Portugal), porque eu mudei de cartão de crédito e não os avisei.  E agora que já tenho eletricidade pro aquecedor a água quente, a chuva para e o clima esquenta.  E quando entro em casa no fim do dia vejo que o cheiro ainda está lá - deixo a geladeira "de molho" em vinagre, pra ver se passa.

Sexta-feira de manhã a casa toda cheira a vinagre, e lá vou eu passar mais 2 horas limpando a geladeira (e todos os buracos, frestas, borrachas, etc...).  Parece que o cheiro finalmente está passando. Arranjo outro roteador, troco os cartões na Via Verde.  Agora sim, tudo está se resolvendo.  E assim que eu começo a relaxar, caminhando da universidade pra casa no fim-do-dia, ploft!  Um pássaro faz cocô na minha cabeça.

Assim é perseguição!


Tuesday, February 12, 2013

Underground toilets

Working 1.5km (~1 mile) underground presents a unique set of challenges.  Among them: how do go to the bathroom?  There is very limited water plumbing, so the use of standard toilets is not possible.  The solution: incinerating toilets!  Just make sure you aren't seating on it when it's active.


Friday, February 08, 2013

Train Joy Ride

Training to be a guide in the Sanford underground laboratory.
Cons: you are more likely to work nights and weekends;
Pros: you get to drive the train!



Wednesday, November 21, 2012

Continuing with the posts of old pictures:  I scanned some pictures I have with me here of a trip I did to the Brazilian island of Fernando de Noronha, a natural paradise far into the Atlantic.  I went by myself when I was 15, some time in 1994 I think.  It was a very cool trip, where I got to be chased by sharks and almost killed by lobsters (you will have to ask me if you want the story ;) ).

Fim de semana em Braga


Eu fui passar o fim de semana com a minha prima Letícia em Braga. A gente foi pra inauguração da discoteca Rocco, com o Cosmo Klein (ele canta Beautiful Lie - foi massa!). Depois fomos andar pela cidade, mas aí descobri que a Leticia não gosta muito de ver pontos turísticos históricos - ela passou quase correndo por tudo :D

Descobri também que Braga é a "Capital da Frescura" - estava escrito por toda cidade!

Sunday, November 18, 2012

Cleveland, OH

I was showing my Worldphotos webapp (which shows Picasa web albums on a world map) to someone, and noticed that it was conspicuously missing a lot of trips that I have done.  I will try to update it over the next few weeks to add more trips.  I started with an easy one (because there wasn't much to it): Cleveland, Ohio.  I went there quite a lot during 2008, to work on LUX0.1, a prototype for our Dark Matter detector:

https://picasaweb.google.com/110817871594515146564/20080317_Cleveland_Case

Saturday, November 10, 2012

My Books

I have finally catalogued all my real book in GoodReads (that is, not audiobooks and ebooks). The plan is to get an ebook version of all (or of most) the books I have, so that I don't have to carry a ton of books with me the next time I move.  The first step in this plan is to catalogue everything I have.  This was inspired by a story in the book Prague, in which a couple of intellectuals in Budapest gets warned that they will be invaded by Russian troops the next day, so they have one night to pack and escape.  But they don't time nor the means to transport everything, their huge book and records collection.  So they decide that will write down everything they have, every book, article, recording, and then they can spend the rest of their lives rebuilding their collection.  I now have my list done, and I am ready to start rebuilding my library.

http://www.goodreads.com/review/list/12862594-luiz?shelf=paper

Wednesday, November 07, 2012

Memórias no Facebook


Criaram no Facebook um grupo da nossa turma do colégio Santa Teresa, de 1996.  Foi ótimo reconectar com algumas pessoas daquela época.  Também achei legal que tenham feito scans de fotos antigas e colocado elas no facebook.  Isso me inspirou a procurar fotos daquele tempo também, e descobri estas aqui comigo em Portugal  :)

1996_Colegio_Santa_Teresa

Thursday, December 01, 2011

Defenestração

Para comemorar a Restauração da Independência de Portugal, que culminou com uma defenestração, vai aqui uma crônica do Luís Fernando Veríssimo sobre o assunto:



"Certas palavras tem o significado errado. Falácia, por exemplo, devia ser o nome de alguma coisa vagamente vegetal. As pessoas deveriam criar falácias com todas as suas variedades. A Falácia Amazônica. A misteriosa Falácia Negra.
Hermeneuta deveria ser o membro de uma seita de andarilhos herméticos. Onde eles chegassem, tudo se complicaria.
- Os hermeneutas estão chegando!
- Ih, agora que ninguém vai entender mais nada…
Os hermeneutas ocupariam a cidade e paralisariam todas as atividades produtivas com seus enigmas e frases ambíguas. Ao se retirarem deixariam a população prostrada pela confusão. Levaria semanas até que as coisas recuperassem o seu sentido óbvio. Antes disso, tudo pareceria ter um sentido oculto.
- Alo…
- O que é que você quer dizer com isso?
Traquinagem deveria ser uma peça mecânica.
- Vamos ter que trocar a traquinagem. E o vetor está gasto.
Plúmbeo deveria ser barulho que um corpo faz ao cair na água.
Mas, nenhuma palavra me fascinava tanto quanto defenestração.
A princípio foi o fascínio da ignorância. Eu não sabia o seu significado, nunca me lembrava de procurar no dicionário e imaginava coisas. Defenestrar deveria ser um ato exótico praticado por poucas pessoas. Tinha até um certo tom lúbrico. Galanteadores de calçada deveriam sussurrar ao ouvido de mulheres:
- Defenestras?
A resposta seria um tapa na cara. Mas, algumas… Ah, algumas defenestravam.
Também podia ser algo contra pragas e insetos. As pessoas talvez mandassem defenestrar a casa. Haveria, assim, defenestradores profissionais.
Ou quem sabe seria uma daquelas misteriosas palavras que encerram os documentos formais? “Nesses termos , pede defenestração..” Era uma palavra cheia de implicações. Devo até tê-la usado uma ou outra vez, como em?
-Aquele é um defenestrado.
Dando a entender que era uma pessoa, assim, como dizer? Defenestrada. Mesmo errada era a palavra exata.
Um dia, finalmente, procurei no dicionário. E aí está o Aurelião que não me deixa mentir. “Defenestração” vem do francês “Defenestration”. Substantivo feminino. Ato de atirar alguém ou algo pela janela.
Ato de atirar alguém ou algo pela janela!
Acabou a minha ignorância, mas não minha fascinação. Um ato como esse só tem nome próprio e lugar nos dicionários por alguma razão muito forte. Afinal, não existe, que eu saiba, nenhuma palavra para o ato de atirar alguém ou algo pela porta, ou escada a baixo. Por que então, defenestração?
Talvez fosse um hábito francês que caiu em desuso. Como o rapé. Um vício como o tabagismo ou as drogas, suprimido a tempo.
- Lês defenestrations. Devem ser proibidas.
- Sim, monsieur le Ministre.
- São um escândalo nacional. Ainda mais agora, com os novos prédios.
- Sim, monsieur lê Mnistre.
-Com prédios de três, quatro andares, ainda era possível. Até divertido. Mas, daí para cima vira crime. Todas as janelas do quarto andar para cima devem ter um cartaz: “Interdit de defenestrer”. Os transgressores serão multados. Os reincidentes serão presos.
Na Bastilha, o Marquês de Sade deve ter convivido com notórios defenestreurs. E a compulsão, mesmo suprimida, talvez ainda persista no homem, como persiste na sua linguagem. O mundo pode estar cheio de defenestradores latentes.
- É essa estranha vontade de jogar alguém ou algo pela janela, doutor…
- Humm, O Impulsus defenestrex de que nos fala Freud. Algo a ver com a mãe. Nada com o que se preocupar – diz o analista, afastando se da janela.
Quem entre nós nunca sentiu a compulsão de atirar alguém ou algo pela janela? A basculante foi inventada para desencorajar a defenestração. Toda a arquitetura moderna, com suas paredes externas de vidro reforçado e sem aberturas, pode ser uma reação inconsciente a esta volúpia humana, nunca totalmente dominada.
Na lua-de-mel, numa suíte matrimonial no 17º andar.
-Querida…
- Mmmm?
-Há uma coisa que preciso lhe dizer…
-Fala amor.
-Sou um defenestrador.
E a noiva, na inocência, caminha para a cama:
- Estou pronta pra experimentar tudo com você. Tudo!
Uma multidão cerca o homem que acaba de cair na calçada. Entre gemidos, ele aponta para cima e balbucia:
- Fui defenestrado…
Alguém comenta:
- Coitado. E depois ainda atiraram ele pela janela.
Agora mesmo me deu uma estranha compulsão de arrancar o papel da máquina, amassa-lo e defenestrar essa crônica. Se ela sair é porque resisti."


Luís Fernando Veríssimo - Defenestração

Wednesday, September 28, 2011

Faster-Than-Light Fun

It's has been a lot of fun to follow the excitement about faster-than-light neutrinos on the science blogs, and I specially like the follow-up discussions in the comments sections.  It's entertaining to see the theorists come up with all sort of harebrained schemes to explain the result, in case it turns out to be right.  The two things that stood out the most for me:
  • MINOS has already seen faster-than-light neutrinos back in 2007
  • A theory that says that what we are seeing isn't the result of neutrinos traveling faster than light, but light traveling slower than light!  That is, this whole time we have been measuring the speed of light, we have been wrong, it wasn't the speed of light in relativity, but just an approximation.  The idea is that the photons interact with virtual particles in the vacuum, slowing them down - this is called the Scharnhorst effect.  So there is a c that we measure, and a c_0 which is the true speed of light, the one used in relativity.  The neutrinos interact less than photons, so they can get closer to c_0 than light itself.  Someone even calculated that the effect should be close to what is observed at OPERA, but it seemed to use a lot of handwaving to get the right result.
Like I said, fun stuff!  To read more (I chose these 2 specifically for their names):

Tuesday, February 01, 2011

Fotos do iPhone (e iPod)

Mais uma vez, perdi as fotos que tinha no iPhone quando fiz um upgrade :( . Felizmente já tinha copiado as fotos da minha última viagem, e perdi pouco.

Decidi resolver esta situação de uma vez por todas, e descobri dois Apps pra isso. Um é o PicBox (grátis) - quando a gente executa o app, ele automaticamente transfere todas as fotos ainda não transferidas para o Dropbox. Outro é o QuickShot with Dropbox ($1). Este app substitui o app de camera do iPhone, só que ao invés de gravar as fotos no iPhone, as fotos são enviadas imediatamente para o Dropbox. Como não é de graça, ainda não testei, mas se começar a tirar mais fotos no iPhone talvez eu comece a usá-lo.

Para quem não conhece o Dropbox: é um serviço de transferência de arquivos, que sincroniza uma pasta na internet com o computador, permite compartilhar arquivos com muita facilidade, e dá 2GB de graça. Neste caso, quando o iPhone transfere as fotos para o Dropbox, elas são copiadas automaticamente para o computador. Se não o conhece, recomendo. Aliás, se forem testar o Dropbox, agradeço se usarem meu convite: eu ganho espaço extra sempre que alguém o usa - e melhor ainda, quem usa o convite também ganha 250MB extra :) .

Convite para o Dropbox.

Friday, December 17, 2010

Parrrri

Paris - Luiz, em frente a Torre Eiffel

No começo de Novembro houve um fim-de-semana prolongado, e eu e a Ines resolvemos aproveitá-lo para fazer uma pequena viagem a Paris! Apesar de curta, a viagem não foi corrida e pudemos passear relaxadamente. Andamos pra todo lado, fizemos e vimos um pouco de tudo. Fomos ao Arco do Triunfo e descemos passeando pela Champs-Élysées, a avenida mais chique de Paris e portanto do mundo; fizemos um passeio de barco pelo rio Seine, parando na Catedral de Notre Dame para admirar os gárgulas; subimos a Torre Eiffel, com vistas espetaculares pra toda a cidade; assistimos a um pôr-do-Sol da cúpula da Basílica de Sacre Coeur, com vista para a Torre; fomos ao Museu de L’Orangerie, ver os Lírios d’água do Monet (tem quadros dos lírios pelo mundo todo, mas são só ensaios – o produto final estava aqui); e fomos ao Louvre, onde realmente tivemos que correr o dia todo para conseguir ver uma pequena fração das suas obras de arte.Paris - Luiz e Ines num passeio de barco no Seine, em frente da Catedral de Notre Dame, a famosa catedral gótica de 1163

Pra minha surpresa, outra grande atração foi a comida, desde a famosa “haute cuisine”, com pratos mais pra ver do que comer, até os lanches, como o cachorro-quente francês (um monte de queijo delicioso por cima) até os nossos preferidos: crepes. Comemos crepes todo dia, de todo tipo, com nutella, com manteiga e canela, e até com queijo feta e berinjela; teve um dia que comemos crepes três vezes. Também demos muita sorte com um restaurante indiano, que era perto do hotel, e um outro marroquino (só de escrever está me dando fome). A irmã da Ines também foi com o namorado, mas a viagem deles deu problema no início, e depois só nos encontramos duas das noites. Mas numa dela saímos com umas amigas que estavam estudando lá para comer fondue (de carne e de queijo, e sem limites), e depois fomos a uma boate, a Favela Chic – brasileira!

A Ines se divertiu bastante com o meu francês – aliás, o minha completa e profunda ignorância de qualquer coisa em francês, e a incapacidade de pronunciar qualquer coisa.  Parece que o fundamental de se falar francês é não pronunciar a segunda metade da maioria das palavras, e enrolar muito os R’s, que nem no título do post…  Felizmente os franceses foram muito mais simpáticos do que lhes dão crédito, e aceitaram falar em inglês sempre que necessário.

A viagem foi ótima, e nem saiu muito cara – evitamos comer em lugares muito caros (mas sem deixar passar oportunidades), e até conseguimos ficar num hotel por menos de 50 euros por noite (com um lugar com croissants deliciosos e baratos bem pertinho – estou ficando com fome de novo!).

Para verem as fotos, cliquem aqui ou nas fotos acima.  (Há tambem um album maior, com mais de 60 fotos)

Thursday, December 09, 2010

Wired LUX

Maybe Dark Matter is hot after all (again, laugh if you’re a nerd).  Now there is an article on Wired about LUX, the other Dark Matter experiment I’m on:

http://www.wired.com/wiredscience/2010/12/sanford-lab-gallery/

Monday, December 06, 2010

Cool Dark Matter

Dark matter might not be hot, but it’s certainly cool (laugh if you’re a geek):  I am starting to hear about it more and more, even on TV!  When I joined the field, there was little mention of it outside of papers in the field.   Now the field exploded, there are tons of tangential papers, and it gets regularly mentioned in the more popular journals (e.g. Nature) and magazines (e.g. Discover).  But the best is certainly the most surprising – we now get regularly mentioned on TV.  That is thanks to “The Big Bang Theory”, in which the main characters (Leonard and Sheldon) occasionally dabble in Dark Matter experiments and theory.  Some highlights (including links):

  • Leonard is “examining the radiation levels” of PMTs for a DM experiment [S02E15] – I have done that too!
  • A whole episode about Dark Matter, with a list of direct detection experiments behind Sheldon, including XENON10! [S03E04]
  • DAMA gets mentioned – although only a few people would get that [S02E15]
  • Determining Leff at low energies for Xe detectors – ok, even less people would get that.  It’s only a scribble on the whiteoard on the background, but someone caught that and put it on their presentation on the subject.  [S04E04]

I am still surprised that the show is such a hit – who would think a show that constantly makes jokes that only a handful of people in the world understands would be so successful?

Update 1 – The episode for the Leff is S04E04 – thanks Carlos!

Update 2 – It turns out it’s Dark Matter Awareness Week!  Were you aware?

Friday, September 24, 2010

(Un)Seen University

20100921_Oxford_0049No fim-de-semana passado, a colaboração do experimento ZEPLIN-III teve uma reunião em Abington, na Inglaterra.  Logo depois era o meu shift (plantão), em que tinha de ir a mina de Boulby para tomar conta do experimento por uns dias.  Era minha primeira vez como o supervisor, o que significa que eu estava encarregado do experimento, e também dos detalhes logísticos, como chegar lá.  Isso também significa que esta foi a primeira vez que eu dirigi do lado errado da rua (os Ingleses conduzem na faixa esquerda).  Felizmente correu tudo bem, apesar dos gritos de pânico do Alastair, um colega que tinha o shift comigo (“’Esquerda! Esquerda!”, etc…).

Mas entre a reunião em Abington e o shift na mina, tinha um dia para a viagem, e aproveitei para andar umas horas por Oxford, que fica ao lado de Abington.  Quando cheguei, a cidade ainda estava coberta por uma névoa, e francamente seria uma decepção se não estivesse.  Então tive a oportunidade de ver as universidades medievais semi-escondida na névoa, com torres góticas rompendo as brumas.  Mas depois o dia clareou, a névoa se foi, e deu pra aproveitar um dia bonito e tirar umas boas fotos.  Para mim, o mais legal de ver Oxford foi o quanto ela me lembrava (quer dizer, evocava) a “Unseen University” do Terry Pratchett, a universidade dos magos do Discworld.  E não sou só eu que pensa assim, já que a Oxford também foi usada como cenário para a escola de magos do Harry Potter.

Para verem as fotos. cliquem aqui ou na foto acima.

PS.:  Uma surpresa agradável: descubri que a rede wifi que temos em Portugal, a eduroam, se estende por toda a Europa mesmo, até na Inglaterra – abri meu computador e tinha rede, sem ter que configurar nada!  Foi muito útil.