Carmen presents an update on the LZ Dark Matter sensitivity projections at the LZ Collaboration Meeting at SLAC (Menlo Park, CA)!
http://sites.psu.edu/particleastro/2017/03/11/lz-collaboration-meeting-at-slac/


Carmen presents an update on the LZ Dark Matter sensitivity projections at the LZ Collaboration Meeting at SLAC (Menlo Park, CA)!
http://sites.psu.edu/particleastro/2017/03/11/lz-collaboration-meeting-at-slac/


Maybe Dark Matter is hot after all (again, laugh if you’re a nerd). Now there is an article on Wired about LUX, the other Dark Matter experiment I’m on:
http://www.wired.com/wiredscience/2010/12/sanford-lab-gallery/
Depois de 6 anos trabalhando com detectores de Xenônio líquido em experimentos de detecção de matéria negra, finalmente o vi, ao vivo e a cores. O xenônio (ou xenon, em inglês e em Portugal) só é líquido em temperaturas muito baixas. O detector XENON10, com o qual trabalhei na Itália, usave xenônio líquido com uma temperatura de 96 graus negativos, a 1.2 atmosferas de pressão. Como é caro (1000 dólares por litro, na época), nós só o utilizamos em equipamento muito fechados para evitar perdas, ao contrário do nitrogênio líquido, que é barato e pode ser colocado em containers abertos e com o qual estudantes de física normalmente brincam nos labs, “flash-freezing” frutas e insetos. Em condições normais, é impossível ver o xenônio. Entretanto, no meu shift no experimento ZEPLIN-III na Inglaterra em fevereiro, eu usei um equipamento chamado Electron Lifetime Monitor (ELM), usado para medir a pureza do xenônio, e ele tem uma pequena janela de quartzo que permitia ver o xenônio! Afinal, é um líquido transparente, sem cor, tal como água, mas com uma consistência parecida com álcool – enfim, não era muito interessante. Mas ainda assim foi legal vê-lo, já que graças a este líquido que temos os detectores XENON10, ZEPLIN-III e LUX, ferramentas incrivelmente potentes em um dos campos mais importantes da astrofísica atual, a busca por matéria escura.
No meu último shift no ZEPLIN-III, fiquei quase uma hora tentando tirar uma boa foto do líquido. O desafio era manualmente focar a superfície do líquido, dentro do detector, através da janela de quartzo. Infelizmente, a máquina fotográfica estava sem bateria, de maneira que eu podia tirar somente uma ou duas fotos antes dela morrer, e aí eu tinha que tirar as pilhas, esperar um minuto, coloca-las na máquina novamente, e tentar focar e tirar as fotos novamente – se eu pudesse ter tirado 3 fotos seguidas sem perder o foco de uma para outra, eu tinha terminado em minutos. Também não ajudo muito que a janela do ELM era pequena (do tamanho de uma moeda de 1 real, ou 2 euros) e mal iluminada. Mas enfim, consegui. O engraçado é que quando meus colegas viram as fotos, eles imediatamente pediram cópias, e começaram a mandar a outros colegas – as fotos foram um sucesso com o grupo, e acabei mandando colocando-a no site do grupo. Pelo menos a sessão fotográfica de uma hora não foi completamente perdida. Acima está a melhor das fotos, que também mostra a beleza da engenharia do ZEPLIN, no qual grande parte dos componentes é feito de cobre e tem essa cor e design um bocado “steampunk”.
Estou voltando agora da viagem para um laboratório subterrâneo em Soudan, Minnesota. O laboratório foi construído dentro de uma antiga mina de ferro. A caverna onde fica o laboratório fica a 730m da superfície, e abriga o experimento MINOS (um detector gigante de Neutrinos) e o experimento CDMS (nossa competição no campo de Matéria Escura). A gente desce para o labóratório usando um elevador pequeno, sem luz - vocês não sabem o que é escuro até estarem meio quilometro debaixo da terra sem nenhuma luz (1/2m porque lá embaixo, no lab, tem luz).
Sexta-feira a noite, eu e a Ines fomos ao clube de salsa Havana, em Boston. A gente foi com a Ana (outra portuguesa), o Eric (namorado da Ana, em Providence de visita) e a Sabrina (nossa amiga das aulas de salsa). Foi bem legal, o DJ era ótimo - a seleção de músicas era bem melhor do nos clubes em Providence, principalmente porque tocavam só salsa, com 2 músicas de merengue e 2 de bachata de vez em quando. Havia um fotógrafo tirando fotos das pessoas pra página do clube - peguei esta foto lá. Eu e a Ines estavamos dançando merengue, mas parecia mais forró do que merengue: estávamos pondo em prática o que aprendemos com mamãe e Zé Rubem no Brasil... :)
Coloquei na minha página algumas fotos da conferência - na verdade, 2 vistas de Jacksonville, e 2 da gente (o pessoal do XENON) na noite depois das nossas palestras, saindo pra comemorar. Nessa noite fomos jantar no Hooters (!) - a idéia foi do Roman, pra variar... (ele é com certeza o mais doido do grupo).
A gente saiu na nature! Não é um artigo na revista, é só uma notícia no website:
É official: o experimento XENON10 é o melhor experimento de Matéria Escura no mundo! Elena (nossa chefe) acabou de anunciar na conferência da APS (American Physical Society) que o nosso limite é 6 vezes melhor do que recorde anterior, do experimento CDMS-II. Daqui a 4 horas é a minha palestra.
Amanhã vou pra Flórida, para a conferência da APS (American Physical Society), onde vamos anunciar os resultados do experimento XENON10. Pra não estragar a surpresa, só vou dizer que fizemos muito bem. :)