Monday, March 16, 2015

Thief of Time

Thief of Time (Discworld, #26; Death, #5)Thief of Time by Terry Pratchett
My rating: 4 of 5 stars

Thief of Time tells the story of the construction of the world's most accurate clock, and how that will bring about the end of the world! Like the previous Discworld books, this is a fantasy novel in a medieval-like and magical setting, but this time it mixes in some science fiction to the story. It liberally uses concepts from relativity and quantum physics, and although it's only very superficial (and "stretched" to fit the Discworld style), it still makes good sci-fi. In fact, and very surprisingly, it's one of the best "sci-fi" books I have read recently!

Also, it's a very entertaining book. On my last review of a Discworld novel (I am going through the whole series), I complained about Terry Pratchett losing his initial spark, getting a little repetitive, and how that was understandable, after more than 20 books... Well, turns out he still has that spark, and can still write brilliant stories in the Discworld!


View all my reviews

Good reads

I haven't posted here forever, so now I am resurrect this blog with a new purpose.  Previously, I used it to document my travels, but that ended up being too much work.  To keep it alive until I start having new comment, I will post my book reviews from Goodreads.  Not great stuff, but it's the only non-physics stuff I have been writing lately, so here it goes.

Saturday, November 02, 2013

Fiat LUX

Publicamos nossos primeiros resultados! A minha experiência, LUX Dark Matter Search, anunciou esta semana os resultados do "run" inicial de ~90 dias. Este é um "run" curto, com o objectivo de demonstrar que o detector funciona bem, e não viu nenhum sinal de matéria escura. No entanto, acabou batendo a sensitividade de todos os outros experimentos, demonstrando que os possíveis sinais positivos nos outros experimentos são falsos, e é agora o melhor detector de matéria escura do mundo! Agora podemos começar a experiência pra valer, que vai durar mais 300 dias de aquisição de dados, talvez com uma descoberta no fim ;)
Aqui estão alguns artigos, explicando tudo em português:

Wednesday, September 04, 2013

SUSY2013, Trieste e Veneza

Semana passada fui dar uma palestra na conferência sobre Supersimetria SUSY 2013, em Trieste, na Itália.  Foi uma palestra simple, um "status update" sobre a experiência LUX, nenhum resultado novo pra mostrar.  E também parecia que o pessoal fazendo SUSY (quer dizer, os teóricos) estão um pouco perdidos, sem nenhuma idéia nova, a espera do futuro "run" do LHC para terem novos resultados.  Acho que a figura do Dimopoulos explica bem a posição dos teóricos:



Ainda sim foi legal, deu pra discutir bastante sobre as consequências dos últimos resultados do LHC para matéria escura, e a conferência estava cheia de brasileiros, o que fez tudo mais divertido :)

Depois ainda deu pra passa 24 horas em Veneza na volta.  A cidade é espetacular, lindíssima.  Só é pena que estava sozinho.  Definitivamente, vou ter que voltar ;)

Fotos de Trieste Fotos de Veneza

Sunday, June 02, 2013

Chegada em Portugal

 Esta semana cheguei em Portugal depois de quase 4 meses nos Estados Unidos, e milagrosamente não perderam nenhuma das minhas malas!  Mas isso era só uma breve calma antes da tempestade - eu mal sabia o que me esperava em casa...

Quando chego em casa na terça, descubro que cortaram a eletricidade.  Não parece tão mal, exceto... A geladeira!  Eu tinha deixado umas carnes e legumes congelados, mas agora era só uma massa cinzenta uniforme, gotejante, e um cheiro de putrefação horrível.  Descubro também que cortaram meu celular, e portanto não tenho internet nem outro meio de comunicação, então vou andando pra EDP.  O problema afinal é que apesar de eu ter debito direto da conta, logo no primeiro mês a conta ficou acima do limite e o dinheiro não foi debitado, e apesar de eu receber todas as minhas contas por email, os avisos de atraso só vem por carta.  Eles vão reativar a conta, mas só podem ir ligar a luz na quinta-feira!  Até lá, velas, geladeira trancada pro cheiro não escapar, sem internet, e banho gelado - e ainda por cima a fazer frio!

Logo depois fui a vodafone pra reativar o celular, mas ele só volta a receber sinal na manhã seguinte.  Resultado: ele fica sem bateria, porque passou a noite toda tentando reconectar.  Eu decido ir a universidade carregar o celular e laptop, mas começa a maior chuva.  Não tem problema, basta ir de carro... exceto que a bateria estava descarregada e o carro não pega!  Eu passo o dia em casa, desfazendo as malas e arrumando a casa.

Na quinta de manha, finalmente ligam a eletricidade, e eu faço uma limpeza geral na geladeira.  O seguro cobre mandar um mecânico pra dar a partida no carro.  Parece que está tudo se resolvendo, mas aí eu descubro que o roteador morreu, e eu fico sem internet em casa.  Também descubro cortaram minha conta do Via Verde (o pedágio automático de Portugal), porque eu mudei de cartão de crédito e não os avisei.  E agora que já tenho eletricidade pro aquecedor a água quente, a chuva para e o clima esquenta.  E quando entro em casa no fim do dia vejo que o cheiro ainda está lá - deixo a geladeira "de molho" em vinagre, pra ver se passa.

Sexta-feira de manhã a casa toda cheira a vinagre, e lá vou eu passar mais 2 horas limpando a geladeira (e todos os buracos, frestas, borrachas, etc...).  Parece que o cheiro finalmente está passando. Arranjo outro roteador, troco os cartões na Via Verde.  Agora sim, tudo está se resolvendo.  E assim que eu começo a relaxar, caminhando da universidade pra casa no fim-do-dia, ploft!  Um pássaro faz cocô na minha cabeça.

Assim é perseguição!


Tuesday, February 12, 2013

Underground toilets

Working 1.5km (~1 mile) underground presents a unique set of challenges.  Among them: how do go to the bathroom?  There is very limited water plumbing, so the use of standard toilets is not possible.  The solution: incinerating toilets!  Just make sure you aren't seating on it when it's active.


Friday, February 08, 2013

Train Joy Ride

Training to be a guide in the Sanford underground laboratory.
Cons: you are more likely to work nights and weekends;
Pros: you get to drive the train!



Wednesday, November 21, 2012

Continuing with the posts of old pictures:  I scanned some pictures I have with me here of a trip I did to the Brazilian island of Fernando de Noronha, a natural paradise far into the Atlantic.  I went by myself when I was 15, some time in 1994 I think.  It was a very cool trip, where I got to be chased by sharks and almost killed by lobsters (you will have to ask me if you want the story ;) ).

Fim de semana em Braga


Eu fui passar o fim de semana com a minha prima Letícia em Braga. A gente foi pra inauguração da discoteca Rocco, com o Cosmo Klein (ele canta Beautiful Lie - foi massa!). Depois fomos andar pela cidade, mas aí descobri que a Leticia não gosta muito de ver pontos turísticos históricos - ela passou quase correndo por tudo :D

Descobri também que Braga é a "Capital da Frescura" - estava escrito por toda cidade!

Sunday, November 18, 2012

Cleveland, OH

I was showing my Worldphotos webapp (which shows Picasa web albums on a world map) to someone, and noticed that it was conspicuously missing a lot of trips that I have done.  I will try to update it over the next few weeks to add more trips.  I started with an easy one (because there wasn't much to it): Cleveland, Ohio.  I went there quite a lot during 2008, to work on LUX0.1, a prototype for our Dark Matter detector:

https://picasaweb.google.com/110817871594515146564/20080317_Cleveland_Case

Saturday, November 10, 2012

My Books

I have finally catalogued all my real book in GoodReads (that is, not audiobooks and ebooks). The plan is to get an ebook version of all (or of most) the books I have, so that I don't have to carry a ton of books with me the next time I move.  The first step in this plan is to catalogue everything I have.  This was inspired by a story in the book Prague, in which a couple of intellectuals in Budapest gets warned that they will be invaded by Russian troops the next day, so they have one night to pack and escape.  But they don't time nor the means to transport everything, their huge book and records collection.  So they decide that will write down everything they have, every book, article, recording, and then they can spend the rest of their lives rebuilding their collection.  I now have my list done, and I am ready to start rebuilding my library.

http://www.goodreads.com/review/list/12862594-luiz?shelf=paper

Wednesday, November 07, 2012

Memórias no Facebook


Criaram no Facebook um grupo da nossa turma do colégio Santa Teresa, de 1996.  Foi ótimo reconectar com algumas pessoas daquela época.  Também achei legal que tenham feito scans de fotos antigas e colocado elas no facebook.  Isso me inspirou a procurar fotos daquele tempo também, e descobri estas aqui comigo em Portugal  :)

1996_Colegio_Santa_Teresa

Thursday, December 01, 2011

Defenestração

Para comemorar a Restauração da Independência de Portugal, que culminou com uma defenestração, vai aqui uma crônica do Luís Fernando Veríssimo sobre o assunto:



"Certas palavras tem o significado errado. Falácia, por exemplo, devia ser o nome de alguma coisa vagamente vegetal. As pessoas deveriam criar falácias com todas as suas variedades. A Falácia Amazônica. A misteriosa Falácia Negra.
Hermeneuta deveria ser o membro de uma seita de andarilhos herméticos. Onde eles chegassem, tudo se complicaria.
- Os hermeneutas estão chegando!
- Ih, agora que ninguém vai entender mais nada…
Os hermeneutas ocupariam a cidade e paralisariam todas as atividades produtivas com seus enigmas e frases ambíguas. Ao se retirarem deixariam a população prostrada pela confusão. Levaria semanas até que as coisas recuperassem o seu sentido óbvio. Antes disso, tudo pareceria ter um sentido oculto.
- Alo…
- O que é que você quer dizer com isso?
Traquinagem deveria ser uma peça mecânica.
- Vamos ter que trocar a traquinagem. E o vetor está gasto.
Plúmbeo deveria ser barulho que um corpo faz ao cair na água.
Mas, nenhuma palavra me fascinava tanto quanto defenestração.
A princípio foi o fascínio da ignorância. Eu não sabia o seu significado, nunca me lembrava de procurar no dicionário e imaginava coisas. Defenestrar deveria ser um ato exótico praticado por poucas pessoas. Tinha até um certo tom lúbrico. Galanteadores de calçada deveriam sussurrar ao ouvido de mulheres:
- Defenestras?
A resposta seria um tapa na cara. Mas, algumas… Ah, algumas defenestravam.
Também podia ser algo contra pragas e insetos. As pessoas talvez mandassem defenestrar a casa. Haveria, assim, defenestradores profissionais.
Ou quem sabe seria uma daquelas misteriosas palavras que encerram os documentos formais? “Nesses termos , pede defenestração..” Era uma palavra cheia de implicações. Devo até tê-la usado uma ou outra vez, como em?
-Aquele é um defenestrado.
Dando a entender que era uma pessoa, assim, como dizer? Defenestrada. Mesmo errada era a palavra exata.
Um dia, finalmente, procurei no dicionário. E aí está o Aurelião que não me deixa mentir. “Defenestração” vem do francês “Defenestration”. Substantivo feminino. Ato de atirar alguém ou algo pela janela.
Ato de atirar alguém ou algo pela janela!
Acabou a minha ignorância, mas não minha fascinação. Um ato como esse só tem nome próprio e lugar nos dicionários por alguma razão muito forte. Afinal, não existe, que eu saiba, nenhuma palavra para o ato de atirar alguém ou algo pela porta, ou escada a baixo. Por que então, defenestração?
Talvez fosse um hábito francês que caiu em desuso. Como o rapé. Um vício como o tabagismo ou as drogas, suprimido a tempo.
- Lês defenestrations. Devem ser proibidas.
- Sim, monsieur le Ministre.
- São um escândalo nacional. Ainda mais agora, com os novos prédios.
- Sim, monsieur lê Mnistre.
-Com prédios de três, quatro andares, ainda era possível. Até divertido. Mas, daí para cima vira crime. Todas as janelas do quarto andar para cima devem ter um cartaz: “Interdit de defenestrer”. Os transgressores serão multados. Os reincidentes serão presos.
Na Bastilha, o Marquês de Sade deve ter convivido com notórios defenestreurs. E a compulsão, mesmo suprimida, talvez ainda persista no homem, como persiste na sua linguagem. O mundo pode estar cheio de defenestradores latentes.
- É essa estranha vontade de jogar alguém ou algo pela janela, doutor…
- Humm, O Impulsus defenestrex de que nos fala Freud. Algo a ver com a mãe. Nada com o que se preocupar – diz o analista, afastando se da janela.
Quem entre nós nunca sentiu a compulsão de atirar alguém ou algo pela janela? A basculante foi inventada para desencorajar a defenestração. Toda a arquitetura moderna, com suas paredes externas de vidro reforçado e sem aberturas, pode ser uma reação inconsciente a esta volúpia humana, nunca totalmente dominada.
Na lua-de-mel, numa suíte matrimonial no 17º andar.
-Querida…
- Mmmm?
-Há uma coisa que preciso lhe dizer…
-Fala amor.
-Sou um defenestrador.
E a noiva, na inocência, caminha para a cama:
- Estou pronta pra experimentar tudo com você. Tudo!
Uma multidão cerca o homem que acaba de cair na calçada. Entre gemidos, ele aponta para cima e balbucia:
- Fui defenestrado…
Alguém comenta:
- Coitado. E depois ainda atiraram ele pela janela.
Agora mesmo me deu uma estranha compulsão de arrancar o papel da máquina, amassa-lo e defenestrar essa crônica. Se ela sair é porque resisti."


Luís Fernando Veríssimo - Defenestração

Wednesday, September 28, 2011

Faster-Than-Light Fun

It's has been a lot of fun to follow the excitement about faster-than-light neutrinos on the science blogs, and I specially like the follow-up discussions in the comments sections.  It's entertaining to see the theorists come up with all sort of harebrained schemes to explain the result, in case it turns out to be right.  The two things that stood out the most for me:
  • MINOS has already seen faster-than-light neutrinos back in 2007
  • A theory that says that what we are seeing isn't the result of neutrinos traveling faster than light, but light traveling slower than light!  That is, this whole time we have been measuring the speed of light, we have been wrong, it wasn't the speed of light in relativity, but just an approximation.  The idea is that the photons interact with virtual particles in the vacuum, slowing them down - this is called the Scharnhorst effect.  So there is a c that we measure, and a c_0 which is the true speed of light, the one used in relativity.  The neutrinos interact less than photons, so they can get closer to c_0 than light itself.  Someone even calculated that the effect should be close to what is observed at OPERA, but it seemed to use a lot of handwaving to get the right result.
Like I said, fun stuff!  To read more (I chose these 2 specifically for their names):

Tuesday, February 01, 2011

Fotos do iPhone (e iPod)

Mais uma vez, perdi as fotos que tinha no iPhone quando fiz um upgrade :( . Felizmente já tinha copiado as fotos da minha última viagem, e perdi pouco.

Decidi resolver esta situação de uma vez por todas, e descobri dois Apps pra isso. Um é o PicBox (grátis) - quando a gente executa o app, ele automaticamente transfere todas as fotos ainda não transferidas para o Dropbox. Outro é o QuickShot with Dropbox ($1). Este app substitui o app de camera do iPhone, só que ao invés de gravar as fotos no iPhone, as fotos são enviadas imediatamente para o Dropbox. Como não é de graça, ainda não testei, mas se começar a tirar mais fotos no iPhone talvez eu comece a usá-lo.

Para quem não conhece o Dropbox: é um serviço de transferência de arquivos, que sincroniza uma pasta na internet com o computador, permite compartilhar arquivos com muita facilidade, e dá 2GB de graça. Neste caso, quando o iPhone transfere as fotos para o Dropbox, elas são copiadas automaticamente para o computador. Se não o conhece, recomendo. Aliás, se forem testar o Dropbox, agradeço se usarem meu convite: eu ganho espaço extra sempre que alguém o usa - e melhor ainda, quem usa o convite também ganha 250MB extra :) .

Convite para o Dropbox.

Friday, December 17, 2010

Parrrri

Paris - Luiz, em frente a Torre Eiffel

No começo de Novembro houve um fim-de-semana prolongado, e eu e a Ines resolvemos aproveitá-lo para fazer uma pequena viagem a Paris! Apesar de curta, a viagem não foi corrida e pudemos passear relaxadamente. Andamos pra todo lado, fizemos e vimos um pouco de tudo. Fomos ao Arco do Triunfo e descemos passeando pela Champs-Élysées, a avenida mais chique de Paris e portanto do mundo; fizemos um passeio de barco pelo rio Seine, parando na Catedral de Notre Dame para admirar os gárgulas; subimos a Torre Eiffel, com vistas espetaculares pra toda a cidade; assistimos a um pôr-do-Sol da cúpula da Basílica de Sacre Coeur, com vista para a Torre; fomos ao Museu de L’Orangerie, ver os Lírios d’água do Monet (tem quadros dos lírios pelo mundo todo, mas são só ensaios – o produto final estava aqui); e fomos ao Louvre, onde realmente tivemos que correr o dia todo para conseguir ver uma pequena fração das suas obras de arte.Paris - Luiz e Ines num passeio de barco no Seine, em frente da Catedral de Notre Dame, a famosa catedral gótica de 1163

Pra minha surpresa, outra grande atração foi a comida, desde a famosa “haute cuisine”, com pratos mais pra ver do que comer, até os lanches, como o cachorro-quente francês (um monte de queijo delicioso por cima) até os nossos preferidos: crepes. Comemos crepes todo dia, de todo tipo, com nutella, com manteiga e canela, e até com queijo feta e berinjela; teve um dia que comemos crepes três vezes. Também demos muita sorte com um restaurante indiano, que era perto do hotel, e um outro marroquino (só de escrever está me dando fome). A irmã da Ines também foi com o namorado, mas a viagem deles deu problema no início, e depois só nos encontramos duas das noites. Mas numa dela saímos com umas amigas que estavam estudando lá para comer fondue (de carne e de queijo, e sem limites), e depois fomos a uma boate, a Favela Chic – brasileira!

A Ines se divertiu bastante com o meu francês – aliás, o minha completa e profunda ignorância de qualquer coisa em francês, e a incapacidade de pronunciar qualquer coisa.  Parece que o fundamental de se falar francês é não pronunciar a segunda metade da maioria das palavras, e enrolar muito os R’s, que nem no título do post…  Felizmente os franceses foram muito mais simpáticos do que lhes dão crédito, e aceitaram falar em inglês sempre que necessário.

A viagem foi ótima, e nem saiu muito cara – evitamos comer em lugares muito caros (mas sem deixar passar oportunidades), e até conseguimos ficar num hotel por menos de 50 euros por noite (com um lugar com croissants deliciosos e baratos bem pertinho – estou ficando com fome de novo!).

Para verem as fotos, cliquem aqui ou nas fotos acima.  (Há tambem um album maior, com mais de 60 fotos)

Thursday, December 09, 2010

Wired LUX

Maybe Dark Matter is hot after all (again, laugh if you’re a nerd).  Now there is an article on Wired about LUX, the other Dark Matter experiment I’m on:

http://www.wired.com/wiredscience/2010/12/sanford-lab-gallery/

Monday, December 06, 2010

Cool Dark Matter

Dark matter might not be hot, but it’s certainly cool (laugh if you’re a geek):  I am starting to hear about it more and more, even on TV!  When I joined the field, there was little mention of it outside of papers in the field.   Now the field exploded, there are tons of tangential papers, and it gets regularly mentioned in the more popular journals (e.g. Nature) and magazines (e.g. Discover).  But the best is certainly the most surprising – we now get regularly mentioned on TV.  That is thanks to “The Big Bang Theory”, in which the main characters (Leonard and Sheldon) occasionally dabble in Dark Matter experiments and theory.  Some highlights (including links):

  • Leonard is “examining the radiation levels” of PMTs for a DM experiment [S02E15] – I have done that too!
  • A whole episode about Dark Matter, with a list of direct detection experiments behind Sheldon, including XENON10! [S03E04]
  • DAMA gets mentioned – although only a few people would get that [S02E15]
  • Determining Leff at low energies for Xe detectors – ok, even less people would get that.  It’s only a scribble on the whiteoard on the background, but someone caught that and put it on their presentation on the subject.  [S04E04]

I am still surprised that the show is such a hit – who would think a show that constantly makes jokes that only a handful of people in the world understands would be so successful?

Update 1 – The episode for the Leff is S04E04 – thanks Carlos!

Update 2 – It turns out it’s Dark Matter Awareness Week!  Were you aware?

Friday, September 24, 2010

(Un)Seen University

20100921_Oxford_0049No fim-de-semana passado, a colaboração do experimento ZEPLIN-III teve uma reunião em Abington, na Inglaterra.  Logo depois era o meu shift (plantão), em que tinha de ir a mina de Boulby para tomar conta do experimento por uns dias.  Era minha primeira vez como o supervisor, o que significa que eu estava encarregado do experimento, e também dos detalhes logísticos, como chegar lá.  Isso também significa que esta foi a primeira vez que eu dirigi do lado errado da rua (os Ingleses conduzem na faixa esquerda).  Felizmente correu tudo bem, apesar dos gritos de pânico do Alastair, um colega que tinha o shift comigo (“’Esquerda! Esquerda!”, etc…).

Mas entre a reunião em Abington e o shift na mina, tinha um dia para a viagem, e aproveitei para andar umas horas por Oxford, que fica ao lado de Abington.  Quando cheguei, a cidade ainda estava coberta por uma névoa, e francamente seria uma decepção se não estivesse.  Então tive a oportunidade de ver as universidades medievais semi-escondida na névoa, com torres góticas rompendo as brumas.  Mas depois o dia clareou, a névoa se foi, e deu pra aproveitar um dia bonito e tirar umas boas fotos.  Para mim, o mais legal de ver Oxford foi o quanto ela me lembrava (quer dizer, evocava) a “Unseen University” do Terry Pratchett, a universidade dos magos do Discworld.  E não sou só eu que pensa assim, já que a Oxford também foi usada como cenário para a escola de magos do Harry Potter.

Para verem as fotos. cliquem aqui ou na foto acima.

PS.:  Uma surpresa agradável: descubri que a rede wifi que temos em Portugal, a eduroam, se estende por toda a Europa mesmo, até na Inglaterra – abri meu computador e tinha rede, sem ter que configurar nada!  Foi muito útil.

Saturday, August 07, 2010

Patara, Kas e Saklikent

Kas, Turquia - Passeio de barco pelo Mediterrâneo - O barco parou várias vezes em enseadas para podermos banhar e mergulhar no mar Eu e a Ines fomos passar ~1 semana de férias na Turquia neste verão.  Nós passamos 5 dias em Istanbul, a maior cidade do país, e 3 dias na costa sul do país, na região de Fethiye.  Para ler sobre a primeira parte da nossa viagem a Turquia, veja o post anterior: Istanbul (Not Constantinople).

Depois de 4 dias em Istanbul, eu e Ines pegamos um vôo para o sul.  A gente tinha decidido que queria pegar uns dias de praia, e pesquisamos no Google qual era a melhor praia da Turquia.  Vários "sites" indicaram Patara, uma praia de 18km de extensão no Mediterrâneo, perto da cidade de Fethiye.  Escolhemos ao acaso uma pensão na vilazinha, a Akay Pension, e só quando chegamos lá é que descobrimos que a pensão era muito bem recomendada na internet, especialmente por causa da ótima comida.  Descobrimos isso logo que chegamos: nosso primeiro jantar lá (uma "caçarola" de galinha) foi a melhor refeição da viagem.  Os donos eram um casal muito simpático e atencioso, e Kazim (o dono) nos ofereceu muitas dicas e ajuda com o planejamento dos nossos dias lá.  Se nós soubéssemos antes como era bom em Patara, tínhamos ficado muito mais tempo - ficamos muito arrependidos de ter ficado tão pouco. 

Patara era uma cidade do Império Romana, onde nasceu o famoso bispo Santo Nicolau no século IV, em quem é baseado o personagem do Papai Noel.  Antes do Império Romano, a região era habitada pelos Lícios, um povo ligado aos gregos, por volta dos séculos 7 a 4 antes de Cristo.  Aliás, aprendemos que muitas das histórias e mitos gregos se passaram na costa oeste Turquia, e mais especificamente na região da Lícia, onde estávamos.  Por exemplo, Tróia, da famosa guerra de Tróia narrada na Ilíada, ficava na Turquia.  O Rei Midas, aquele do toque de ouro, era um rei da Lícia, na região onde ficamos.  Também é da Lícia o Rei Gordio, que crio o nó górdio, um nó impossível de ser desamarrado, de tal maneira que um oráculo previu que quem desatasse o nó conquistaria a Ásia.  Diz a lenda que Alexandre o Grande, quando passava por lá, foi examinar o nó e depois de muito pensar, puxou a espada e cortou o nó; logo depois ele conquistaria todo o mundo conhecido.  E há finalmente a história do velhinho generoso que dava presentes as crianças órfãs e pobres... 

Kas, Turquia -  Praia de Kaputas, entre Patara e Kalkan (uma cidadezinha turística), com águas de um azul muito bonito, quase turquesaNo primeiro dia em Patara fomos a praia.  É uma boa caminhada para chegar a praia, porque a estrada passa por uma área protegida por causa das ruínas de Patara.  A praia é muito longa e calma, e passamos o dia pegando sol e relaxando.  Na volta, passeamos pelas ruínas, que estão sendo restauradas.  O que mais chama a atenção é o anfiteatro romano, enorme e muito bem conservado.  Também haviam restos de palácios, casas e de uma basílica (eu acho - as coisas não estavam descritas em lugar nenhum).  Dava para ver que o trabalho de restauração sendo feito: haviam fileiras de pedras organizadas por tamanho e formato, ou por detalhes, tomando um campo inteiro.  Algumas tinha pedaço de um arco, outras tinham um linha que parecia ser a fachada de um telhado, etc...  Era como um quebra-cabeça gigante, remontando todas aquelas pedras em palácios, casas, ruas, colunas... Patara, Turquia - Patara foi uma cidade durante o Império Romano, e seu residente mais famoso foi o bispo Santo Nicolau do século IV, ou Saint Nicholas, que eventualmente ficou conhecido como Papai Noel (sim, é ele mesmo!).  Sobraram muitas ruínas desta época, como os arcos de entrada da cidade. E gigante mesmo, pois vimos que as pedras eram numeradas, e encontramos algumas com os números bem além dos 880,000!  Também havia um cemitério Lício sendo desenterrado, com os túmulos (sarcófagos em formato de templos) construídos acima da terra.  Estes eram ainda mais antigos do que as ruínas romanas, com uns 2,500 anos de idade.

Kas, Turquia - Passeio de barco pelo Mediterrâneo - O barco ia até as ruinas submersas de Kelkova, uma cidade pré-romana que afundou em um terremoto.  Só é pena que não podemos mergulhar lá - é uma área protegida.No dia seguinte fomos a Kas para pegar um passeio de barco.  Este tipo de passeio nesta região era muito recomendado pelo guia turístico, pelo pessoal da pousada e até pela revista de bordo do avião.  As estradas para Kas era cheia de curvas e contracurvas, beirando um desfiladeiro que dava pro mar.  Apesar de muito bonito, chegamos em Kas em cima da hora, e não pudemos pesquisar muito antes de escolher um barco, pois todos partiam em menos de 10 minutos.  Pegamos um que parecia bonitinho (não queríamos uma monstruosidade de fibra, mas algo de madeira, mais tradicional), e demos sorte na nossa escolha, pois foi o barco que voltou mais tarde, as 7 da noite.  O barco parou 5 vezes para banharmos no mar, geralmente em enseadas com nada a volta.  A água era de um azul perfeito, e limpíssima.  O destino final da viagem era Kelkova, as ruínas de uma cidade antiga submersa depois de um terremoto.  A água era tão limpa que dava para ver.  Só era pena não que podíamos mergulhar lá (era uma zona protegida)!   Felizmente paramos logo depois em outras ruínas onde podíamos mergulhar, e vimos paredes e fundações de estruturas antigas.  Também paramos numa vilazinha com um forte romano no topo, mas não pudemos entrar porque deixamos o dinheiro no barco.  O guarda nos indicou um lugar com ótima vista, e a escalada não foi perdida.  Lá de cima avistamos um dos túmulos Lícios dentro d'água, e corremos lá para ver de perto antes que o barco partisse.  Demos sorte, fomos uns dos poucos dos passageiros que viu o túmulo.

Nas noites depois da praia de Patara e depois do passeio de barco, passeamos por Kalkan e Kas, respectivamente.  As duas era cidadezinhas turísticas, mas que tinham obviamente crescido muito nos últimos 5 anos por causa do turismo.  Eram uma mistura de simpáticas com "trashy" (por causa de alguns dos turistas lá).  Mas Kalkan era muito bonita, e foi pena não termos tido muito tempo para aproveitar lá.

Saklikent, Turquia -  O desfiladeiro de Saklikent é enorme, com 18km de comprimento e 80 metros de altura em algumas partes.  Nele corre um rio muito limpído, mas com águas geladas No último dia nós fomos para o desfiladeiro de Saklikent, que o Kazim (da Akay Pension) nos recomendou.  O desfiladeiro é muito legal, com paredões altíssimos (até 80 metros) e muito verticais.  A gente entra pela saída do rio que corre dentro dele, por umas passarelas que passam por cima das corredeiras.  Daí a gente tem que atravessar o rio, que é geladíssimo.  A maior parte d'água vem por um canal subterrâneo, e depois da travessia é só um riachinho calmo.  Nós caminhamos por umas boas duas horas, passando por vários pontos difíceis, onde tínhamos que escalar as pedras contra o rio.  Depois de passarmos por um parte particularmente difícil, em que escalamos uma cachoeira com muito pouco apoio, decidimos voltar.  Havia um grupo de voltando, uns tipos que tinham escalado as partes mais difíceis com bem menos dificuldade que a gente, que disseram que ainda não tinham chegado ao fim, mesmo tendo caminhado mais uns 20 minutos.  Pelo que vimos, os poucos que tinham vindo esta distância desistiam logo antes da cachoeira, e portanto nos pareceu uma vitória termos ido além.  Deixamos os nossos nomes escrito em lama na parede :), e demos meia volta.  Só agora enquanto estava escrevendo é que li que o desfiladeiro tem 18km de extensão - ia demorar bem mais para chegarmos ao fim...  Na saída, paramos para almoçar no rio - literalmente.  Tem um restaurante que montou mesas em cima da água, com plataformas de madeira logo acima da superfície.  Era bem legal.  No caminho para o aeroporto, apesar de estarmos muito apertados com o tempo, decidimos pegar um pequeno desvio para Tlos, uma das maiores cidades da Lícia, para vermos os túmulos esculpidos em rocha na face das colinas.  Eu já tinha ouvido falar bastante destes túmulos pré-romanos, que são uma característica da região, e não queria ir embora sem vê-los.  Nós só paramos na entrada de Tlos uns 10 minutos, mas deu para ver os túmulos, e também o começo de uma cidade enorme em ruínas.  Tivemos que correr para o aeroporto depois, mas valeu a pena.

Para verem as fotos da viagem, clique nas fotos acima ou nos links abaixo:

Álbum grande (105 fotos)

Álbum pequeno (37 fotos)

Friday, August 06, 2010

Istanbul (Not Constantinople)

Istanbul, Turquia - Ines em frente a Mesquita Azul (de 1616), no Sultanahmet, o centro histórico com as mesquitas e palácios mais importantes.  Apesar do nome, ela não é azul por fora, mas por dentro.  É a mesquita com mais minaretes (as torres pontudas), e por isso é facilmente reconhecida mesmo de longe. Para a letra da música: Istanbul (Not Constantinople)

Eu e a Ines fomos passar ~1 semana de férias na Turquia neste verão.  Nós passamos 5 dias em Istanbul, a maior cidade do país, e 3 dias na costa sul do país, na região de Fethiye.  Para o relato da segunda parte da viagem, veja o post seguinte, Patara, Kas e Saklikent.

A atração principal de Istanbul são as mesquitas antigas, que enfeitam a cidade toda.  As principais eram a Mesquita Azul e a Aya Sofya, que visitamos logo no primeiro dia.  A Mesquita Azul (de 1616AD) tem um exterior muito elaborado, e domina a vista da cidade com seus seis minaretes (torres pontudas).  A Aya Sofya, de 537AD, era uma igreja que foi convertida em mesquita, e por isso tem um aspecto estranho por fora.  Mas o interior dela é enorme, e muito bonito - ela tinha o maior domo e a maior nave do mundo antes da construção da Basílica de São Pedro no Vaticano. Istanbul, Turquia - Luiz em frente a fonte no pátio da Mesquita Azul.  A maioria das mesquitas que vimos tem um pátio com arcadas e domoscom uma fonte no meio para as pessoas se purificarem (lavar pés, mãos e cara) antes de entrar na mesquita. Também visitamos o Palácio Topkapi, o palácio dos sultões durante a maioria do Império Otomano; a Cisterna da Basílica, uma câmara subterrânea enorme usada para armazenar água durante o Império Bizantino; e várias outras mesquitas.  A mais interessante foi a Yeni Camii, ou "mesquita nova" (como o guia turístico diz, só em Istanbul que uma mesquita de 400 anos de idade é apelidada de mesquita "nova").  Ela não era uma das grandes atrações, e por isso quase que não entramos nela, mas quando fomos tivemos uma surpresa: o interior é coberto com azulejos com muito detalhe, mais do que qualquer outra que vimos.  Apesar do exterior comum (para Istanbul), o interior era lindo. 

Pegamos um ferry que subia o Bósforo, o canal que corta Istanbul, e liga o Mar Negro ao Mar de Marmara (este conectado ao Mediterrâneo ao sul), e passamos o dia a passear de barco, até chegarmos a um forte com vista para o Mar Negro ao norte.  Depois fomos para a zona moderna de Istanbul, a Praça Taksim, ode onde sai uma avenida enorme cheia de lojas modernas (as mesmas que se vêem em qualquer cidade da Europa) e lotada de gente fazendo compras.  Passeamos também pelos mercados principais da cidade antiga: o Grande Bazar, que era gigantesco, e o Bazar de Especiarias, que cheirava muito bem.  No último dia fomos ao Museu Arqueológico, que tinha como atração principal uma coleção de túmulos com ~2500 anos de idades da civilização Lícia, um povo mais ou menos grego da costa sul no Mediterrâneo (a área que fomos visitar depois).

Em Istanbul ficamos em dois hotéis: o Antique Hostel, que foi ótimo (apesar de simples) e eu recomendo, e o Anzac Wooden House, que foi péssimo.  Ficamos impressionados com o fato que os preços em Istanbul eram exatamente os mesmos que aqui em Portugal, desde a acomodação até as refeições.  E ficamos um pouco decepcionados com a comida, e a maioria das refeições ficou deixando a desejar - geralmente um prato era bom e o outro ruim.  Na minha opinião, as melhores refeições eram nas casas de Kebap (carne de vaca e cabra grelhada), especialmente os que vendiam Kebaps na rua.  Por exemplo, um dos meus preferidos foi o "Ortaklar Iskender Kebap", em uma rua escondida perto de Cemberlitas.  Nós entramos nele por acaso, porque quando passamos em frente o cheiro estava muito bom e haviam muitos turcos sentados na frente; parecia um restaurante para os turcos, e não para os turistas.  Outro preferido foi pela localização, não pela comida: um jantar romântico no Doy-Doy, em um terraço com vista para a Mesquita Azul.  Mas a melhor comida de todas foi na pensão Akay em Patara (na região de Fethyie) - aí sim comemos bem!

Como podem ter visto pela descrição, Istanbul, e a Turquia ao todo, é um lugar com muita de história, com uma sucessão de Impérios e nações (Lícios, Gregos, Romanos, Bizantinos, Otomanos, e Turcos).  Istanbul é também uma cidade que liga a Europa a Ásia, e está dividida pelo canal do Bósforo, com uma margem em cada continente.  Ela é uma mistura de culturas, e para exemplificar isso nós vemos mulheres vestidas dos pés as cabeças de preto e só com os olhos de fora; mulheres vestidas com pouca roupa, como qualquer brasileira ou portuguesa com este calor; e mulheres vestidas em roupas em um espectro contínuo de um a outro.  Para me situar melhor no país e na história, peguei um romance histórico que se passa na Turquia, recomendado pelo guia turístico.  O livro era Birds without Wings, de Louis de Bernières, e se passa da virada do século até a guerra da independência da Turquia.  O livro é muito bom, e ensina um bocado sobre a história e cultura do país.  Do provérbio fictício: "Man is a bird without wings, and birds are men without sorrows" (="homem é um pássaro sem asas, e pássaros são homens sem mágoas").  Por coincidência, a história se passa na região de Fethyie, para onde fomos depois de Istanbul, e portanto estava doido para ir e ver as coisas descritas no livro.   O relato do resto da viagem está no posto seguinte, Patara, Kas e Saklikent.

Para verem as fotos da viagem, clique nas fotos acima ou nos links abaixo:

Álbum grande (105 fotos)

Álbum pequeno (37 fotos)

Sunday, May 23, 2010

São Tiago do Campo de Estrelas

20100523_Santiago_de_Compostela_048 No fim-de-semana passado, eu fui com a Ines a Santiago de Compostela, na Espanha, onde ela foi dar um seminário.  Santiago fica na Galícia, que não apenas é logo ao norte de Portugal, mas também é muito próxima culturalmente – lá eles falam galego, que parece mais com português do que com castelhano. 

O centro histórico de Santiago é lindíssimo, com prédios de granito e paredes brancas.  As ruas são estreitas, com muitas arcadas e varandas, e o chão é coberto de blocos de granito também.

Santiago é supostamente a terceira cidade mais santa do mundo para a igreja católica, depois de Jerusalém e Roma.  Ela é o destino final dos Caminhos de Santiago, rotas para peregrinos religiosos desde a Idade Média.  A cidade ainda hoje está cheia de peregrinos e turistas

Nós demos sorte na nossa visita porque 2010 é um ano de Jubileu, o que acontece sempre que o dia de São Tiago cai num domingo.  Nestes anos, quem entra pela porta recebe uma Indulgência Plenária, o que significa que o castigo que a pessoa iria pagar no purgatório antes de ir pro céu é cancelado.

O Dezaseis, um restaurante ótimo recomendado pelo Jose, o nosso anfitrião na universidade, era muito bonito.  Lá comemos um polvo grelhado, típico da região, que foi a melhor que tivemos em Santiago.  Ah, e também foi a minha primeira vez na Espanha!  Quero ver se finalmente começo a viajar pela Europa.

Para ver fotos da viagem, clique aqui ou na foto acima.

Thursday, April 15, 2010

Comida Indiana

2008_India_Journal_Luiz_and_Ines_Cooking_Lesson_v2_opt A Ines acaba de partir para a India ontem, onde ela vai passar quase 3 semanas trabalhando no Tata Institute em Mumbai.  Ela foi trabalhar com o Michael, o colega com que ela trabalhava na Brown durante o doutoramento.  Estou com bastante inveja, porque ela vai passar essas 3 semanas comendo comida indiana, que é minha preferida. 

Como eu sempre digo quando me perguntam, o que faz falta dos Estados Unidos é a disponibilidade de restaurantes internacionais, de boa qualidade e razoavelmente baratos.  Eu e a Ines começamos a procurar restaurantes tailandeses e indianos aqui em Portugal, mas eles têm sido apenas razoáveis (com excessão de um dos tailandeses, que era bom mesmo), e com preço alto.  É como a Ines diz: como os Americanos não tinham comida boa, o jeito era importar; já em Portugal…

Bem, apesar de não achar bons restaurantes indianos aqui em Portugal, ainda dá para cozinhar em casa:  achei um mercado com várias lojinhas indianas, e deu para reencher o estoque.  Agora só falta o tempo.

Quando eu fui para a India com a Ines em 2008, nós fizemos um pequeno curso (1 dia) de culinária em Udaipur.  O curso foi com a mulher do dono do hotel – eles nos levaram para a casa deles, juntos com mais uns dois casais, onde passamos a manhã aprendendo a fazer vários pratos indianos, que comemos no almoço.  Claro que só aprendemos mesmo porque eu passei o tempo todo fazendo perguntas e pedindo para fazer as coisas eu mesmo (“posso rolar a massa?”, “as bolinhas são assim?”, “deiza eu ver a consistência disso”, etc…) enquanto os outros só olhavam.  E claro que só nos lembramos de alguma coisa porque a Ines anotou tudo em detalhe no nosso diário de viagem.

Para verem as receitas que aprendemos, é só clicar aqui ou na foto acima para abrir o nosso diário de viagem.  Também podem vê-lo na seção “Luiz’s Stuff”, no link na barra direita do meu blog ou na minha homepage.

Sunday, April 11, 2010

Xenônio!

DSCF3989Depois de 6 anos trabalhando com detectores de Xenônio líquido em experimentos de detecção de matéria negra, finalmente o vi, ao vivo e a cores.  O xenônio (ou xenon, em inglês e em Portugal) só é líquido em temperaturas muito baixas.  O detector XENON10, com o qual trabalhei na Itália, usave xenônio líquido com uma temperatura de 96 graus negativos, a 1.2 atmosferas de pressão.  Como é caro (1000 dólares por litro, na época), nós só o utilizamos em equipamento muito fechados para evitar perdas, ao contrário do nitrogênio líquido, que é barato e pode ser colocado em containers abertos e com o qual estudantes de física normalmente brincam nos labs, “flash-freezing” frutas e insetos.  Em condições normais, é impossível ver o xenônio.  Entretanto, no meu shift no experimento ZEPLIN-III na Inglaterra em fevereiro, eu usei um equipamento chamado Electron Lifetime Monitor (ELM), usado para medir a pureza do xenônio, e ele tem uma pequena janela de quartzo que permitia ver o xenônio!  Afinal, é um líquido transparente, sem cor, tal como água, mas com uma consistência parecida com álcool – enfim, não era muito interessante.  Mas ainda assim foi legal vê-lo, já que graças a este líquido que temos os detectores XENON10, ZEPLIN-III e LUX, ferramentas incrivelmente potentes em um dos campos mais importantes da astrofísica atual, a busca por matéria escura.

No meu último shift no ZEPLIN-III, fiquei quase uma hora tentando tirar uma boa foto do líquido.  O desafio era manualmente focar a superfície do líquido, dentro do detector, através da janela de quartzo.  Infelizmente, a máquina fotográfica estava sem bateria, de maneira que eu podia tirar somente uma ou duas fotos antes dela morrer, e aí eu tinha que tirar as pilhas, esperar um minuto, coloca-las na máquina novamente, e tentar focar e tirar as fotos novamente – se eu pudesse ter tirado 3 fotos seguidas sem perder o foco de uma para outra, eu tinha terminado em minutos.  Também não ajudo muito que a janela do ELM era pequena (do tamanho de uma moeda de 1 real, ou 2 euros) e mal iluminada.  Mas enfim, consegui.  O engraçado é que quando meus colegas viram as fotos, eles imediatamente pediram cópias, e começaram a mandar a outros colegas – as fotos foram um sucesso com o grupo, e acabei mandando colocando-a no site do grupo.  Pelo menos a sessão fotográfica de uma hora não foi completamente perdida.  Acima está a melhor das fotos, que também mostra a beleza da engenharia do ZEPLIN, no qual grande parte dos componentes é feito de cobre e tem essa cor e design um bocado “steampunk”.

Saturday, March 20, 2010

Whitby à Luz do Dia

20100217_Whitby_in_Daylight_4805 Amanhã volto a Inglaterra, para outro shift (plantão?) com o detector ZEPLIN-III na mina em Boulby.  O detector ZEPLIN-III é um experimento de detecção direta de Matéria Negra, e deve ser feito em grande profundidade debaixo da terra para protegê-lo dos ráios cósmicos, muito abundantes na superfície.  O detector está instalado em Boulby, uma mina de sal situada 1 km abaixo da superfície terrestre.  Como a mina é ativa, nós temos que descer para o laboratório junto com os mineiros, ainda antes do Sol nascer.  Infelizmente, não temos os mesmos benefícios: enquanto eles saem as 3-4 da tarde, nós ficamos lá embaixo até as 7-8 da noite.  Por isso, quase não se vê a luz do Sol quando se tem um shift lá no inverno, quando os dias são curtos.  Mesmo quando decidimos que estamos trabalhando muito, e resolvemos que merecemos um domingo relaxado, podendo descer ao lab as 9 da manhã (tardíssimo!), não é garantia que veremos o Sol – saímos do nosso hotel em Whitby (o Esklet, à 20 minutos da mina) e nos deparamos com uma neblina praticamente opaca! Lembrem-se, isto é a Inglaterra, um dia somente nublado é considerado ótimo tempo.  Esta falta de Sol é até apropriada: afinal, Whitby é famosa como a cidade em que o Drácula chegou a Inglaterra, na história do Bram Stoker.  E considerando a neblina e as noites longas; as ruas estreitas, escuras e labirínticas; e a vista das ruínas do mosteiro na colina logo acima da cidade, a cidade parece o lugar ideal para um vampiro!

Pois, no meu último shift estive lá duas semanas, e por alguma razão é proibido fazer mais do que 12 dias diretos no subsolo (as pessoas enlouquecem?).  Então tive que tirar um dia de folga, e finalmente tive a oportunidade de ver a cidade a luz do dia.  É realmente uma cidadezinha muito pitoresca, e até estava cheia de turistas.   A cidade se espalha em volta da foz do rio Esk, e as margens do rio sobem rapidamente para um planalto, com falésia do dois lados do rio.  As vistas são muito bonitas, e o tempo bom (choveu muito pouco) fez o passeio muito agradável.  Tirei várias fotos, especialmente das ruinas do mosteiro acima da cidade, que lhe dão um ar gótico.  Não pude resistir e comprei o livro Drácula para ler – eles vendem por 2 libras lá.  Foi muito legal ler as parte que se passam em Whitby.  Apesar de se passar há mais de 100 anos atrás, a descrição da cidade e de coisas específicas (o mosteiro, a igreja com as escadarias, o porto, as pontes, a praça, os sotaques, etc…) ainda é exatamente a mesma de hoje.  Foi muito legal ver como o livro usa a geografia local e eventos reais na história da cidade na trama.  Mas fico com vergonha de estar lendo um livro de vampiro, já que vampiros estão na moda e há livros, filmes e shows de TV de vampiros para todo o lado.  Pelo menos tenho desculpa – estou lendo mais pela história do que pela estória.

Na volta pra casa, parei 40 minutos em uma estação em York (a original, não a nova), para a troca de trens.  Aproveitei o tempo para ver uma das atrações locais, uma grande catedral gótica.  Mas só deu para dar uma olhada rápida na cidade antes de ter que correr de volta para o próximo trem.

Para ver o album de fotos de Whitby (e umas poucas de York), clique aqui ou na foto acima.

Thursday, February 25, 2010

Homepage temporariamente em obras

Minha homepage está desativada temporariamente, devido a problemas no servidor.  Por enquanto o endereço http://luiz.no-ip.org/ se direcionará ao meu blog, mas volta a se ligar a minha página assim que ela estiver ativa novamente.

Saturday, February 06, 2010

Bike Path

20090913_Bike_Path_v2_017 O meu aspecto preferido de Providence era o "Bike Path" - uma ciclovia que se estendia de Providence a Bristol, numa distancia de 14.5 milhas (= 23 km). Só há subidas e descidas no início. O resto da ciclovia vai perto da costa, pelo caminho onde ficavam antigos trilhos de trem, e é completamente plana até o fim, daí que é bem fácil de andar por ela. Nos primeiros verões em Providence, eu andava quase todo fim-de-semana, ida e volta - era um ótimo exercício e bom passeio, e eu aproveitava para escutar meus livros áudios e comer um lanche na praia em Bristol.  Era um passeio muito relaxante e agradável, vai fazer falta :(.

Para ver fotos do meu último passeio no Bike Path, clique aqui ou na foto acima.

Monday, January 18, 2010

Jornadas em Braga

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Como se não bastassem todas as viagens que fizemos nos feriados, na semana seguinte fomos a Braga, uma cidade no norte de Portugal (ainda mais para cima do que o Porto). Eu fui participar de uma conferência lá, e a Ines veio comigo para podermos aproveitar e passear. A conferência é uma reunião bienal do LIP, o instituto em que eu trabalho. Ele tem dois pólos, e a cada 2 anos eles se reúnem para fazer apresentações e colocar todo mundo a par das pesquisas feitas pelos outros.

Braga é uma cidade antiga, com monumentos, igrejas e castelos antigos espalhados pelo centro. A praça central é muito bonita - é um espaço aberto enorme, com vários prédios antigos a volta, inclusive catedrais e uma torre de castelo medieval. O guia turístico que arranjamos lá assinala uma catedral como a atração principal do centro, mas eu não a achei tão interessante - nem a fachada nem o interior eram muito trabalhados ou bonitos. O mais interessante dela era o órgão, o único órgão duplo que já vi. Ele cobria dois lados da área do coro, tinha vários andares, era muito elaborado e coberto de ouro. Era uma monstruosidade de órgão, e me lembrava a descrição do órgão da "Unseen University" do Terry Pratchett, que era tão grande e elaborado que só podia ser tocado pelo bibliotecário-mestre (que era um orangotango e portanto tinha 4 mãos).

Mas o mais legal da viagem foi o Santuário do Bom Jesus, numa colina beirando a cidade. O santuário consistia de uma calçada subindo o pé da colina por um bosque, com fontes d'água e capelas; um conjunto de escadarias, com estátuas e mais capelas; uma igreja, grande e muito trabalhada; e um pátio com 3 capelas, onde acaba o caminho. Este caminho representava as estações da cruz, e as capelas continham estátuas com cenas dos últimos dias de Jesus. O conjunto de escadarias era feito em zig-zag duplo (duas escadas para fora seguidas de duas para dentro), e era também dividido em duas seções: as 5 escadas dos sentidos, e as 3 escadas das virtudes. O conjunto todo era muito elaborado, cheio de símbolos e alegorias. Por exemplo, a calçada inicial tinha fontes d'água, cada uma representando um planeta. As escadarias dos sentidos tinham fontes em que estátuas soltavam água pelos ouvidos, pelos olhos, pelo nariz, etc..., e tinha estátuas de profetas. As escadas das virtudes tinham decorações centrais representado virtudes, e laterais representando emoções. O caminho passava por um jardim mais elaborado, com mas escadarias, estátuas, jardins laterais com vistas, e a catedral. Lá também havia uma esplanada com bares e hotéis. O caminho continuava com mais umas capelas, até chegar a um pátio com as últimas capelas, que tinham cenas da ascensão de Jesus. O santuário era muito elaborado e interessante, e me lembrava um pouco as descrições feitas no "Anjos e Demônios" do Dan Brown.

E quase que esqueci de contar: havia também um "elevador" (um bondinho, na verdade), que sobe a colina ao lado das escadarias. O legal é que ele é movido a água, e foi construído em 1882. O princípio é muito simples, consistindo de dois bondinhos balanceados, um segurando o outro; quando um sobe, o outro desce. A água, trazida de alguma fonte ou riacho por perto, jorra constantemente, enchendo um tanque no bondinho que está parado em cima. Quando chega a hora, eles soltam os freios do bondinho, e o peso da água leva o bondinho para baixo, puxando o outro bondinho (no qual o tanque está vazio) para cima. A Ines foi quem notou o detalhe mais interessante: há um buraco no tanque do bondinho, e ele vai se esvaziando enquanto desce, e deve ficar completamente vazio quando chega ao fim. Eu imagino que os arquitetos devem der calculado exatamente o tamanho do buraco para que a perda d'água seja exatamente a necessária para diminuir a aceleração do bonde enquanto desce, assim evitando que ele vá rápido demais. É uma boa demonstração de física newtoniana para crianças. Quem diria que uma igreja faria uma ótima excursão para uma aula de ciências?

Clique aqui ou na foto acima para verem as fotos.

Friday, January 15, 2010

2,200 km de Feriados

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Neste ano novo, precisava de umas férias para me recuperar dos feriados. Tive um ótimo natal e ano novo, mas foi um bocado puxado: subimos e descemos o país umas 4 vezes, num total de 2,200 km acumulados neste período. A razão para tanta viagem é que passamos o dia 24 de dezembro com a família do pai da Ines, que mora em Évora (a leste, e um pouto ao sul, de Lisboa), e o dia 25 com a família da mãe da Inês, que se reuniu no Porto (no Norte de Portugal). Na volta, passamos por Coimbra e Setúbal (onde mora a mãe de Ines), antes de irmos para Lisboa. Também não ajudou nada a máquina de café expresso que a Ines ganhou do pai não ter funcionado, nos forçando a voltar a Évora logo após o Natal. De lá, subimos a Coimbra, para ficar uns dias até o Ano Novo, e de lá descemos a Portimão, no Algarve, na costa sul do país. Finalmente, acabamos em Lisboa. Para se ter uma idéia do tanto que rodamos, fiz também um diagrama das nossas viagens - podem vê-lo junto com as fotos.

Mas apesar de tanta correria, tanto o natal quanto o réveillon foram bons. O natal na casa do Pai da Ines (João) foi igual aos 2 que já fui antes há 2 anos e 4 anos atrás: passamos o dia inteiro a fazer doces, com uma ceia grande no final. Novamente, o melhor doces foram as farófias que eu fiz :) . O natal com a família da Ines foi muito animado, e lembrou um pouco do nosso em São Luís. A família é bem grande, e se reuniu toda na casa dos tios dela no Porto. Era para ser um almoço, mas se estendeu o dia todo. Mas foi só de noite que a animação começou mesmo, quando um dos primos puxou um violão, e todo mundo ficou a cantar até tarde da noite (ouvimos no dia seguinte que correu até as 4 da manhã).

2200_km_de_feriados___diagrama.jpgO ano novo também foi familiar: passamos a meia-noite na "avenida litorânea" de Portimão, vendo os fogos de artifício e música ao ar livre (numa outra praia, em que nós não ficamos, tinha até música baiana!). O ano novo foi planejado de última hora: chegou o dia 31 e ainda não tínhamos planos. Tínhamos uma vaga idéia de ir ver fogos-de-artifício em Lisboa, mas a Ines não gostou muito da idéia. No caminho de Coimbra para Lisboa ela sugeriu irmos para o Portimão no Algarve. Graças ao iPhone, pesquisamos se haveria alguma coisa acontecendo lá no ano novo, procuramos hotéis no Google, e logo no primeiro achamos um bom negócio: 55 euros por noite. O único problema era não estarmos preparados - as nossas roupas mais arrumadinhas e casacos mais quentes estavam em Lisboa, assim como desodorantes, escovas de dentes, etc... Mesmo assim, tínhamos o suficiente para uma troca de roupa no carro, e decidimos ir assim mesmo. Chegamos lá a tempo de comer qualquer coisa e ir ver os fogos na Praia da Rocha. No dia seguinte, ficamos a passear - a zona litorânea é muito bonita, e a cidade em volta é muito boa para passear, cheia de restaurantes e cafés.

Faltou só mencionar a foto acima: a nossa primeira árvore de natal! Era uma árvore de verdade, comprada no Ikea, que tem um programa de devolução de árvores após o natal para que elas possam ser replantadas - foi um natal ecológico, para compensar o todo o carbono que soltamos com as viagens.

Clique aqui ou na foto acima para ver as fotos das viagens.

Wednesday, December 23, 2009

Block Island

Agora que terminei o doutorado, vou começar a colocar "posts" sobre coisas que aconteceram em 2009. 20090807_block_island_4548 Para comemorar nossos aniversários, Ines e eu fomos a Block Island no início de Agosto. Block island é uma ilha ao sul de Rhode Island (o estado onde fica Providence). Alguns amigos já nos tinham recomendado a ilha, e disseram que é ótima para se passear de bicicleta. Então fomos para Point Judith (a uma hora de Providence), e lá deixamos o carro e pegamos o "ferry" só com as nossa bicicletas. A ilha é um bocado cara, e uma noite em qualquer hotel no fim-de-semana custa mais de U$200. Minha mãe nos deu o dinheiro de aniversário, e então alugamos um quartinho de frente para o mar por uma noite. Para aproveitar, fomos ao nascer do sol (de Providence) no primeiro dia, e voltamos no pôr-do-sol do segundo dia. A ilha é bonitinha, com praias calmas (só vimos ondas no primeiro dia), falésias, e estradas com vista. Da para visitar todas as praias de bicicleta, e o passeio vale a pena. O mais interessante foi o banho de lama. Logo na primeira praia, há uma poça de lama no meio de uma subida, alimentada por uma pequena fonte d'água (a Ines diz que não era uma poça de lama, mas uma falésia de lama). Eu e a Ines vimos pessoas andando pela praia cobertas de lama, e depois de procurarmos achamos a fonte. A gente "mergulhou", e saímos cobertos de lama. O único ruim, é que como sempre, a água estava um gelo.


Fotos da Viagem para Block Island

Monday, December 21, 2009

Mirante Virtual do Centro de Interpretação Ambiental da Ponta do Sal

20091213_ponta_do_sal_marginal_de_lisboa_0180 No fim-de-semana passada, eu e a Ines saímos para passear pela marginal de Lisboa (a litorânea deles), que vai beirando o rio Tejo e depois o mar. A marginal tem vistas lindas - como eu já disse a Ines várias vezes, Portugal tem um litoral muito bonito, o que é um desperdício, já que as águas são geladas. Nós paramos para lanchar num lugar aleatoriamente, e descobrimos que estávamos no Centro de Interpretação Ambiental da Ponta do Sal, o que quer que isso signifique. Para aumentar o mistério, uma placa indicava a ponta do rochedo como um Mirante Virtual. Bem, apesar dos nomes estranhos, a vista era bem bonita, e ainda apanhamos o pôr-do-Sol sobre o mar.


Cliqui aqui ou na foto acima para ver as fotos.

Saturday, December 19, 2009

ZEPLIN

20091207_boulby_mine_zeplin3_opening_3587 Agora que trabalho no LIP em Coimbra, faço parte da colaboração ZEPLIN, que também faz experimentos para a detecção direta de matéria escura. Neste momento estamos nos preparando para re-iniciar o ZEPLIN-III, que parou este ano para um upgrade, e agora está pronto para continuar. O detector está instalado em uma mina no norte da Inglaterra, a mina de Boulby, a 1km debaixo da terra.


Na semana passada fui para a Inglaterra, e passei a semana inteira trabalhando com o detector na mina. Passei a semana inteira sem sol, já que vamos para a mina antes do sol nascer, e só saimos quando está bem escuro. Foi uma semana puxada, mas bem legal, porque deu para conhecer o detector com o qual vou estar trabalhando a partir de agora. Nós ficamos hospedados numa cidadezinha turística a meia hora de distância, a Whitby, que tem a distinção de ser a cidade em que o Drácula chegou a Inglaterra no livro do Bram Stoker. A cidade parece simpática, mas como eu a vi principalmente a noite, só posso dizer que parece uma cidade ótima para vampiros, com a ruas antigas, estreitas e escuras, igrejas góticas, ruínas de um monastério em cima do morro ao fundo da cidade, e a névoa diária que é típica do clima inglês. A outra coisa que me impressionou muito na cidade foi o preço das refeições: o pessoal insistia em ir a restaurantes chiques para jantar, e acabamos gastando uma fortuna toda noite. Felizmente o LIP cobre as refeições. Fora essa tendência a gastar muito, o pessoal do ZEPLIN que eu conheci era muito legal e simpático. Um colega do LIP também veio comigo, o Francisco. Ele é um postdoc aqui em Coimbra, e além de muito inteligente e experiente, ele é muito simpático, e tem me ajudado bastante.


O pior desta viagem é a própria viagem - leva-se praticamente o dia inteiro para se chegar lá: um vôo para Inglaterra, seguido de 5 horas de carro, ou 3 mudanças de trem para poder chegar a Whitby. Pelo menos há muita vista. Tirei algumas fotos da cidade de Londres em volta da Imperial University, onde nos encontramos com outros colegas do ZEPLIN antes de subir para a norte, do laboratório, do hotel em Whitby, da área em volta da estação de trem de Whitby (com as ruínas ao fundo), e das vistas na viagem de volta. Infelizmente não pude tirar fotos da mina, porque máquinas fotográficas são proibidas nos túneis fora do laboratório, mas pelo menos tirei fotos da gente vestido com as roupas de mineiro para podermos entrar na mina, e com a roupa limpa ("bunny suits") para poder trabalhar com o detector.


Clique aqui ou na foto acima para ver as fotos.

Thursday, December 17, 2009

New home(page)

A minha página na internet mudou-se para um novo servidor aqui em Portugal, no LIP de Coimbra.  Ainda estou fazendo a transferência de fotos, e deve demorar algumas horas para o site estar funcionando normalmente.  O endereço eletrônico continua o mesmo:

http://luiz.no-ip.org/

Wednesday, December 16, 2009

Home(page)less

A Brown desativou minha página de internet, e portanto todos os links para a minha homepage, incluindo fotos, não estão funcionando.  Felizmente tenho backup de tudo, e daqui para o fim-de-semana transfiro o conteúdo  para um novo servidor.  Lembrem-se de marcar o endereço certo:  http://luiz.no-ip.org/.  Ele sempre vai para a minha página, não importa qual o servidor em que ela está.

Pos-doutor

20091104_Luiz_PhD_Defense_02 Terminei! Finalmente terminei meu doutoramento, submeti minha tese, me mudei para Portugal, e estou iniciando o meu pos-doutoramento em Coimbra. Nestes últimos meses não fiz nenhum "post" no meu blog porque estava tentando me isolar o máximo possível para poder me concentrar na minha tese. Por isso também tenho estado offline no Skype e messenger. Mas agora que acabei, volto a ligá-los, como já podem ter percebido.

Meu último "post" foi logo depois da Ines ter terminado o doutoramento dela. Desde então, tenho me concentrado em terminar de escrever a minha. A tese é sobre detectores de matéria escura, com foco em "backgrounds", com o título:

"Optimization of Signal versus Background in Liquid Xe Detectors Used for Dark Matter Direct Detection Experiments"

O título é bem longo, e a tese também, com 387 páginas (teve muitos gráficos). Minha defesa foi no dia 4 de novembro. Duas semanas antes da defesa, eu tinha que entregar uma versão semi-final ao meu comitê (o meu orientador Prof. Gaitskell, e mais dois, Profs. Dell'Antonio e Landsberg). No dia 4 eu faria uma apresentaçao de 1 hora (aberta a todos), seguida de perguntas do comitê e da platéia. Depois todos menos os professores saem, para discutirem se eu passo (não há nota - ou você é bom suficiente para ser doutor ou não é). A apresentação correu bem, mas as perguntas do meu comitê, que geralmente são simples e duram uns poucos minutos, duraram desta vez um hora - os meus colegas que vinheram ver ficaram impressionados com o tanto que demorou. Enfim, passei, os professores assinaram a minha tese, e todos saímos para celebrar (infelizmente a Ines já estava em Portugal e não pôde vir L ). Mas ainda não estava terminado! Apesar de ser praticamente um doutor, ainda faltava submeter a tese, o que só poderia ser feito depois de responder aos comentários e fazer as revisões sugeridas pelo meu comitê. Mas isso eu podia fazer depois, já que a tese pode ser submetida eletrônicamente. Então, 3 dias depois de defender, acabei de preencher toda a papelada da universidade, empacotei o resto das minhas coisas nos Estados Unidos, e parti para Portugal. O empacotamento foi fácil, eu e Ines já tinhamos mandado 10 caixas (~0.5m cúbico cada) com as nossas coisas para Portugal em Agosto, a Ines já tinha ido para Lisboa em Setembro, e eu estava morando só com duas malas de coisas no sótão do Carlos (meu amigo do lab). 20091205_Fortaleza_do_Guincho_Ines_0015 Depois de 3 semanas em Portugal, terminei de fazer as correções na tese, submetí-la para a Brown, e no dia seguinte ela foi aprovada. Mas ainda não terminou! O diploma só sai em maio de 2010, durante a formatura. Mesmo assim, já recebi o meu certificado, e finalmente sou Doutor. No fim-de-semana passado, eu e a Ines saímos para celebrar o término dos nossos doutorados, num restaurante muito chique numa praia ao norte de Lisboa.


Quando cheguei em Portugal, passei 1 semana e meia em Lisboa com a Ines, onde ela está fazendo o pós-doutorado dela. Depois fui para Coimbra, onde vou fazer o meu pós-doutoramento no LIP, um instituto de pesquisa localizado na Universidade de Coimbra. Já arranjei um apartamento, e o padastro da Ines nos deu um carro para usar em Coimbra (a Ines já tem um em Lisboa). Infelizmente não estamos morando juntos, mas já foi bastante sorte para dois físicos terem conseguido pós-doutoramentos no mesmo país. Além disso, Coimbra e Lisboa ficam só a 2 horas de distância de trem, e por isso é fácil passarmos os fins-de-semana juntos, e ir passar uns dias com o outro sempre que quisermos.

20091120_Coimbra_0021 A Universidade de Coimbra é muito antiga, tendo sido fundada no século XIII - é uma das universidades mais antigas do mundo. Partes dela são muito bonita, e o departamento de física (onde o LIP está) fica bem ao lado da praça central da universidade, e portanto numa das áreas mais turísticas da cidade - quase todo dia tem onibus de tursistas descendo bem em frente ao departamento, para ver a universidade. A área em volta da universidade e no centro, que fica a 10 minutos a pé, é também muito legal, tem aquela ar de cidade européia antiga, com ruas estreitas, e casa, praças e igrejas medievais espalhadas pela cidade. 20091129_Passeio_em_Lisboa_e_Coimbra_0057 Ela está toda enfeitada para natal, as ruas e áreas publicas estão todas decoradas, e a cidade está ainda mais bonita (aliás, Lisboa também - vejam as fotos). Meu apartamento fica numa área mais nova da cidade, perto de um Shopping Center, com restaurantes e lojas perto - é uma localização ótima, e a 20 minutos a pé da universidade. Mas com tanta coisa acontencendo (trabalho, apartamento, burocracia, visto de residência, etc...), ainda não arrumamos nem nosso apartamento de Lisboa nem o de Coimbra. Espero que na época de natal e ano novo dê para descansar um pouco, e para acabar de arrumar as casas.

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